
Imagens gentilmente surrupiadas de Mission Hill
Ps: Não, ainda não escrevo sobre pigmeus.
Guia Prático
Como ser sarcástico e cultivar inimizades. - Aula 1
[Garota do bar] - Hey.
[Eu] - Oi.
[Garota do bar] - Você vem sempre aqui, né?
[Eu] - Não. Nem sempre.
[Garota do bar] - Mas eu sempre te vejo por aqui...
[Eu] - Talvez você deva fechar os olhos.
[Garota do bar] - Ai...
[Eu] - Tudo bem com você?
[Garota do bar] - Tudo. Viu... Você pode me dar carona?
[Eu] - Poder eu posso... Mas poder não é querer.
[Garota do bar] - Já pedi pro seu irmão. Ele topou.
[Eu] - Então tudo bem.
[Garota do bar] - Só espera um pouquinho que vou pegar minha mochila...
[Eu] - Mas você vem de mochila para um bar?
[Garota do bar] - É que eu estava num churrasco antes...
[Eu] - E não podia deixar a carne lá? Teve de trazer na mochila?
[Garota do bar] - Ai, bobo... É minha roupa que está na mochila.
[Eu] - Sei... Aposto que você tá com um quilo de kafta escondido por aí...
Momentos depois, quando paramos na porta de sua casa, que, por sinal, é bem longe da minha residência:
[Garota do bar] - Poxa, não precisavam se desviar tanto do caminho pra me dar carona...
[Eu] - Nã... Tarde demais... Já me desviei pra caralho. Devia ter avisado antes.
[Garota do bar] - Ai... Desculpa.
[Eu] - Tudo bem. Eu não planejava chegar cedo em casa mesmo.
[Garota do bar] - Então tá. Tchau!
[Eu] - Olha, não vá esquecer sua kafta.
[Garota do bar] - Ai... tonto.
Redigido, avaliado, postado e psicografado por Jayme F.
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Prometi e cumpri, inanes leitores!
A primeira das "coisas novas" prometidas no post de 9 (nove) dias atrás é, na verdade, uma coisa velha. Uma coisa velha com cara nova.
Trata-se da volta do:

Estou preparando, escrevendo, matutando, cozinhando, panificando, maquinando e tramando um bocado de coisas novas, minha gente.
Prometo que volto assim que puder e que, aos poucos, lançarei mão de todas as novidades.
Sejam pacientes.
Redigido, avaliado, postado e psicografado por Jayme F.
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Trilogia do Amor Falido
Parte II - Posse.
Precisava possuí-lo. Nunca admitiram a concreta existência de seu relacionamento, mas mesmo assim necessitava de sua presença. Desejava seu cheiro, recordava de seu gosto. Sentia sua falta nos ossos, que se trincavam ante qualquer ausência. Aprendia, aos poucos, a beber seu ciúme com uma dose de vodka; sem limão. Retribuía seus afagos com seu corpo, e o vazio que sentia posteriormente só não era maior que a felicidade de tê-lo ali, presente; inerte, mas ao seu lado. Respondia seus dramas com toda sua atenção, retorcendo seu corpo para certificar-se de que não restara uma só gota. Mas o que dizia à solidão, sempre que esta lhe batia à porta, procurando pela confirmação do amor que presenteava é o que mais importa.
Ela, como Oscar Wilde, sussurrava: "Um homem pode ser feliz com qualquer mulher desde que não a ame...”.
Bem, uma mulher também. Mas desde que não o ame.
Redigido, avaliado, postado e psicografado por Jayme F.
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