Sobre o blog: Devo começar explicando-lhes que isto não é um blog. Não. O Dios Mio!! (com dois pontos de exclamação) é simplesmente o caminho mais fácil até a dominação global que encontrei em anos de assumida megalomania. Minha meta é difundir meus ideais insanos até que toda a sociedade ultra-moderna tenha digerido cada um de meus principios dadaístas. Entretanto, se isto não funcionar, admito me contentar com um prato de torradas com geléia.


Sobre o Autor: O autor deste blog (eu, prazer) é uma pessoa normal, como você ou ele. Exceto por seu terceiro olho e sua incrível capacidade de queimar arroz, claro. Matias Melo Júnior é seu nome, mas, ao que sabemos, prefere ser chamado de Jayme, ou Magnânimo Jayme. Bem, Jayme levava uma vida pacata até atingir a puberdade e pêlos começarem a crescer em lugares inusitados (certa feita encontrou um grande tufo de pêlos crescendo atrás da estante de sua avó). Desde então Jayme nunca foi o mesmo... começou a referir-se a si mesmo na terceira pessoa e a escrever em um blog, aspirando sair do anonimato e/ou ganhar um prato de torradas com geléia.


Sobre Lontras: A lontra (Lutra longicaudis) é um animal mamífero da subfamília Lutrinae, pertencente à ordem carnívora e à família dos mustelídeos. Vive na Europa, Ásia, porção sul da América do Norte e ao longo de toda a América do Sul, incluindo o Brasil e a Argentina. Seu habitat é no litoral ou próximo aos rios onde busca alimentos como peixes, crustáceos, répteis e menos freqüentemente aves e pequenos mamíferos..

A Relação entre Lontras e o Blog: Nenhuma, rá! Bem-vindos ao Dios Mio!!


(Estoy Aquí)
-Dios Mio no Orkut
-El Arlequín
-El Púdin
-Lo Que Mando...


(Concorrentes)
-Ah, É?
-BbLinda
-Blog Zé Dend´água
-Depósito Calvin
-Dilemas de Uma Rosa
-Escuta Só
-História Pra Boi...
-In Loko Again
-JBF
-Kibe Loco!
-Mi Casa, Su Casa
-N e c r o s i s
-Sabe...?
-Secos & Molhados
-Spoiler
-Syl
-Uaaai?!
-Último Momento



(Não Leia)
-Isto Aqui






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SINCE
24/01/2004




Imagens gentilmente surrupiadas de Jay

Blasfemado por Jayme - 23.2.07



Sobre Sartre e Uma Poltrona

Vanessa costumava parafrasear Jean-Paul Sartre ao dizer que "o inferno são os outros", mesmo sabendo que Sartre era, de fato, um cara bem estranho. Estranho porque acreditava que o convívio entre as pessoas é limitante, pois as vontades individuais das mesmas se esbarram e acabam por se podar, porém, tal convívio era, simultaneamente, inevitável. Sartre acreditava que para sermos quem somos, necessitamos do olhar de outras pessoas; sendo assim, o convívio e a socialização eram, ao mesmo tempo, limitantes e obrigatórios. Vanessa, no entanto, sabia que isso era uma besteira danada.

Pois ao concluir que o inferno eram os outros, e ao ver provado o fato de que as outras pessoas apenas limitariam sua liberdade individual, Vanessa teve uma epifania.

Trabalhava num ateliê imundo por cerca de 10 horas diárias. Não que o ateliê fosse um lugar ruim... O que o tornava ruim eram as pessoas que lá se encontravam. Sempre falando, olhando, andando de um lado para outro, fumando, espirrando, tossindo, piscando... Essas eram as pessoas. O ateliê era fantástico, cheio de tapetes multicoloridos pendurados em grandes prendedores de madeira, fios, linhas, barbantes e... Bem, pessoas. Por isso Vanessa teve uma epifania, pois adorava o mundo como era, a não ser pelo simples fato d'ele ser povoado por seres humanos.

Assim, sempre que cumpria seu itinerário uma dezena de horas por dia, voltava a seu apartamento, virava as cinco travas em sua porta e se sentava em uma poltrona vermelha. Minutos após se sentar, Vanessa fechava os olhos e começava a recriar o mundo a seu bel prazer. Imaginava roupas, trabalhos, cursos, viagens, peregrinações e, vez ou outra, uma pessoa aqui, ou ali, que não iria usurpar-lhe a liberdade. Imaginava uma vida com campos, pequenos prédios com apartamentos aconchegantes, capuccinos em dias frios e cervejas geladas em dias quentes (isso, claro, quando a temperatura variava... porque num mundo imaginário o tempo é sempre ideal), e alguém que não reclamaria de viver em um mundo inventado (e nem de ser uma pessoa imaginária). Uma pessoa que não ousaria roubar-lhe o direito de provar o erro de Sartre e viver uma vida em uma poltrona vermelha.

E, à beira da morte, tendo cumprido todos seus dias de dez horas de trabalho em vida, Vanessa apenas sorriu ao escutar a pergunta de um sobrinho: "Você se arrepende do que deixou de fazer?". Sorriu porque sabia que os capuccinos que nunca bebera, as viagens que nunca fizera e os lábios que nunca beijara, aqueles sim, tinham sido os melhores da vida que não vivera.


Si, si, craro:









Blasfemado por Jayme - 19.2.07



Lembrem-se de que isto aqui ainda existe.


Si, si, craro:









Blasfemado por Jayme - 14.2.07



Sonhos...

Sob o olhar vazio de Morfeu, enquanto o deserto se espreguiça diante do sol, um rapaz, vinte e tantos anos de idade, desafia o tempo árido que o encontrou. Nuvens de poeira rolam em sua direção, enquanto ele permanece estático, esperando pelo impacto... E quando o atinge (adeus)... Quando o atinge (adeus)... a realidade é silenciosa e a poeira reluta a se assentar. A poeira (então adeus) reluta (então adeus) a se assentar. A realidade é irrelevante (e ele se recolhe), e quando as partículas caem, voltando a se juntar à terra (porque todo o resto morreu), uma fina camada de pó permanece no ar, distorcendo a luz. Ele se sente como o último homem da terra (porque todo o resto morreu)... Sua mente vasculha por palavras (ele se recolhe), mas na realidade (silenciosa e irrelevante) as palavras de conforto não existem. Ele permanece estático (porque todo o resto morreu)... Um rapaz, no meio da poeira... Um rapaz, no meio do nada...

A realidade, no entanto, é absurdamente volúvel e o nada subitamente vira tudo. Paredes se fecham ao seu redor, tão próximas que rebatem sua respiração, deixando apenas seu pescoço com um fiapo de movimentação. Estalactites, estalagmites... Agora tudo se fecha e o aprisiona.

Ele tenta se mexer, sem sucesso. Seus músculos comprimidos tremem e seus dedos arranham seu caminho até sua garganta. Sufocando. Chafurdando. Afundando. Ele se vê afogando em angústia líqüida. Seus pêlos viram suor, seus poros ficam amargos. Ele pode sentir o gosto do desespero pingando em seus lábios.

Sua cabeça, porém, permanece livre. Ouvindo vozes, ele é capaz de encostar um de seus ouvidos na pedra pegajosa e fria com um movimento brusco. Apenas para ouvir... (Precisamos nos mudar para um lugar mais seguro)

Mas como comprar proteção de um estado de espírito?


Si, si, craro:









Blasfemado por Jayme - 9.2.07



Tempo, Tempo... Mano Velho

Meu quinto ônibus em menos de duas semanas é marcado por pensamentos latejantes, que ecoam em minha cabeça e formatam idéias um tanto absurdas (mas ainda assim idéias), enquanto os versos "Erase and rewind / 'cause I've been changing my mind" são cantarolados em meu ouvido.

Minha décima quinta hora de viagem me revela algo agora inexorável. Talvez seja hora de fazer uma nova tatuagem. Sim, pois vejo-me em pé na fronteira tríplice que separa quem fui, quem sou e quem posso ser. Os ônibus que me transportam não transportam apenas minha pessoa física. Transportam o que sou, viajando do passado ao futuro; o presente é a própria estrada.

Pois o tempo (esse aí, que os ponteiros do seu relógio acusam) não é coisa alguma se não uma medida de mudanças. Tal como centímetros medem o espaço, o tempo mede mudanças... Mudança de estado de espírito, mudança de humor; mudanças físicas, como as rugas em sua testa; mudanças espirituais, tal qual o amadurecimento d'alma, são todas medidas pelo tempo... Tempo que passa em ônibus, fronteiras e viagens... E me leva até o que posso ser...

Desconexo, eu sei...


Si, si, craro:









Blasfemado por Jayme - 6.2.07



Vênus

"Perceba que o que me configura
é sempre essa beleza
que jorra do seu jeito de olhar,
seu jeito de dar...
de dar amor.(...)

Não falo do amor romântico. Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem nisso com o amor, chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado.

Mas é exatamente o posto, para mim, que o amor manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita. O amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar ser? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?

Minha resposta? O amor é o desconhecido. Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido. A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante de seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor, não podemos castrá-lo. O amor não é orgânico, não é meu coração que sente o amor, é a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve, o amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. (...)"


Si, si, craro:









Blasfemado por Jayme - 4.2.07



Vou-me embora pra São Paulo
Lá sou amigo do rei
Lá tem muita chuva
Vou fingir que estudarei...

rá! Até mais ver.


Si, si, craro:









Blasfemado por Jayme - 1.2.07



É HOJE!

Sim, sim, sim, mocidade! Hoje o Dios Mio!! completa 5 anos de vida e por isso ganhou cara nova!

Links foram atualizados, imagens foram adicionadas, textos ridículos foram escritos... e tudo para que vocês, meus caros leitores, possam fazer proveito deste singelo blog por mais um ano.

Desejemos todos muitas felicidades, e toda aquela balela tosca que desejamos às pessoas, ao Dios Mio!! e sigamos em frente. Que venha o ano 5!


Si, si, craro: