Jayme: Rapaz de 21 anos, demorou 19 para descobrir o que queria da vida e demorará mais 19 para atingir suas metas. Admirador de filmes estrelando Ursinho Pooh e sua trupe, Jayme gosta de longos passeios na praia e sentar junto à lareira nas noites frias de domingo. Isto é, se em sua cidade houvesse uma praia, se ele não sofresse com o calor de 40ºC durante o verão, e se ele acreditasse em domingos. Mas nem tudo são flores em sua vida, nosso querido rapaz afirma que desgosta de flores, coraçõezinhos, da geração powerpuff e de um bocado de outras coisas. E enquanto está ocupado desgostando de um bocado de coisas por aí, Jayme escreve num blog, ou o que ele pensa ser um blog. Apresento-os, o Dios Mio!!: (aviso: personagens aqui citados que possuam qualquer semelhança com pessoas reais são frutos de horrendas coincidências.)


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24/01/2004

|Segunda-feira, Outubro 30, 2006|



Ok, ok. Então eu não tenho postado com a freqüência que a vocês gostariam. Ok, admito isso.

Mas tudo tem explicação. Tudo, menos um ornitorrinco. Ornitorrincos não possuem explicação. E como eu não sou um ornitorrinco, aqui vai minha explicação: (percebam como este curto parágrafo esbanja lógica e coesão)

Eu... Andei... "Demais".

Sim, demais.

Andei trabalhando demais, dormindo demais, pensando de menos... Mas isto foi apenas uma exceção. Andei cansado demais, avoado demais, melindrado demais. Andei moído, remoído, tremoído... demais. Andei cansado demais, também... Tão cansado que ontem dormi por cima do lençol, só para não ter de arrumar a cama no dia seguinte. E deu certo.

E, claro, após tanto esforço e demasiado trabalho, cheguei a cogitar o ato de me atirar de uma ponte para encerrar meu sofrimento de uma vez por todas.

Mas aí pensei: Se eu me jogar de uma ponte, quem vai escrever asneiras, fazer drama e reclamar de barriga cheia em meu lugar? Quem?

Por isso, meus articulados leitores, decidi não me atirar de uma ponte e, para seu infortúnio, voltar a escrever aqui, neste singelo e veterano blog. Que voltem os dramas, as reclamações e as asneiras!


dito e feito por Jayme
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|Quinta-feira, Outubro 19, 2006|



Sabem, hoje pela manhã algo estranho aconteceu.

Acordei querendo acordar ao lado de alguém. Bizarro. Mas não parou por aí. Depois disso tive vontade de dizer "bom dia", sorrir e beijar. Também não parou aí.

Levantei-me e senti a urgência de preparar algo a alguém além de mim, depois veio a vontade de me deitar novamente, seguida pelo desejo de dedilhar cabelos. Não só dedilhar cabelos, devo dizer, também senti aquele negócio estranho que te faz querer contar dobras e pintas, observar sorrisos, afagar narizes, beijar bochechas...

Claro, dados os sintomas, pensei "É só uma dor de barriga das grandes...". Mas as vontades continuaram. Tanto que durante a noite ainda queria tudo isso. Pior, durante a noite queria mais coisas ainda...

Queria dividir bobagens, contar segredos, explicar o que não conheço, criar novas realidades, viver numa bolha. Queria falar baixinho, como se fala quando alguém está muito, muito perto. Queria sussurrar promessas e prometer sussurros. Queria fechar os olhos do mundo, abrir sorrisos em outra boca que não a minha, causar arrepios, adquirir devaneios e comprar elogios ébrios.

E agora tenho vontade de...

de..

de...

...

...

passou!

Ufa...


dito e feito por Jayme
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|Segunda-feira, Outubro 16, 2006|



Nós...

Corda, trançada e amarrada, cheia de nós.
Eles, trançados e amarrados, cheios de nós.

Nós que desatamos,
Nós que nós atamos.
Nós a que nos atemos,
Nós que nos atemos.

Atemos ao nó; Atemos o nó
Nó que nos faz de nós, nós.


dito e feito por Jayme
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|Domingo, Outubro 15, 2006|



Tarcisio, o ególatra

Você, querido leitor, se recorda de momentos de alegria? Recorda-se de festas, programas e partidas de futebol? E daquele churrasco?

Pois se engana quem acredita que tais passagens ocorreram em sua própria vida e agora fazem parte de sua memória. Engana-se quem crê que o destino aproximou tais momentos para si. Sim, engana-se. Pois tudo o que ocorreu com você, honesto leitor, não passa de uma simples troca de peças na grande máquina que é o destino de Tarcisio, o ególatra.

Lembra-se daquela garota? Aquela que tinha tendências suicidas, certo princípio de esquizofrenia e uma consumada síndrome do pânico, mas dona de uma simpatia inigualável? Lembra-se? Pois então, ela, hoje, está saindo com Tarcisio.

E você, leitora, ative a memória para aquele rapaz, alto, forte, moreno, barriga tanquinho, torneirinha e tudo o mais. Recorde-se de como ele se gabava ser capaz de empinar pipa e mascar chicletes ao mesmo tempo. Pois sabe quem o ensinou tal façanha? Sim, Tarcisio.

A vida, aliás, é cheia de exemplos neste sentido. A nossa vida, pelo menos... Não a de Tarcisio. O onze de setembro, por exemplo, só ocorreu para que Tarcisio adquirisse uma irremediável fobia a texugos e animais silvestres. A queda dos prédios construídos por Sergio Naya, no Rio de Janeiro, só se deu porque Tarcisio se mudara de lá duas semanas antes do ocorrido. Narciso, aquele de Caetano, que não gosta do que não é espelho, só não gosta do que não é espelho porque ainda não conheceu Tarcisio.

Mas não pensem mal desse nobre rapaz. Tarcisio é alguém como eu, você, aquela garota, aquele rapaz... Ok, não como ele... Mas só porque ele é estranho pra danar. Tarcisio é alguém como todos os outros (exceto por aquele rapaz), portanto não o julguem mal. Tarcisio também gosta de futebol e churrasco. Tarcisio também gosta de música boa e suas péssimas variantes, como Rebeldes e tal como.

Na verdade, a única coisa que nos separa é o destino. Tudo o que há, neste mundo, acontece porque Tarcisio vive. E acontece para que Tarcisio viva. E acontece graças a Tarcisio vivo. E acontece... Bem, o que quero dizer é que a única diferença entre nós é que Tarcisio, de fato, tem o rei na barriga. Mesmo não aparentando estar grávido. Pois o destino é de Tarcisio. Patenteado e registrado.

Ou você acha que tudo acontece porque você é importante o suficiente?


dito e feito por Jayme
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|Terça-feira, Outubro 10, 2006|



Um Rei de Papel, Papel de Rei

Com um pedaço de papel construí meu reinado.

Coroa de papel, corôo-me rei.

Sentado num trono imaginário não sinto o vento, anunciando a chuva.

Chuva que usurpa-me o reino imaginário.

Imaginário, pois não sou poeta, mas também sou fingidor.

E o que não finjo sentir, sinto que finjo.

Sem o reino que fingi ter, resta-me a vida que fingimos viver.

E se, sem os fingimentos, a vida for um sonho?

E, se for, qual de nós estará dormindo?

E quem estará sonhando?

E quem acordará gritando?


dito e feito por Jayme
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|Sábado, Outubro 07, 2006|



Em tempos contemporâneos ser indie é gostar do que ninguém mais tem saco para gostar. E gostar do que ninguém mais tem saco para gostar é moda. Por isso eu sugiro a vocês, meus nobres leitores, que adentrem à comunidade do Dios Mio!!

Uma comunidade que ninguém conhece, onde ninguém posta, onde nada acontece e de que, certamente, ninguém mais tem saco para gostar.

Surpreenda seus amigos, faça com que perguntem "mas que raio de comunidade é esta? por que ele faz parte disto?". Garanto que você será um dos mais populares de sua turma.

E se isso não funcionar você pode sempre adquirir aquele ar blasé, fingindo que nem se importa com isso.



Nota: Outra coisa que ninguém mais tem saco para gostar é o Mandamos Você..., acreditem.


dito e feito por Jayme
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|Quarta-feira, Outubro 04, 2006|



Queria escrever sobre a indiferença.

A sua, a minha, a nossa.

Acabei escrevendo sob ela e deixei tudo como está, opaco.

Claro que eu poderia tentar mudar isso mais uma vez.

Mas...
...
...

Né?


dito e feito por Jayme
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