Jayme: Rapaz de 21 anos, demorou 19 para descobrir o que queria da vida e demorará mais 19 para atingir suas metas. Admirador de filmes estrelando Ursinho Pooh e sua trupe, Jayme gosta de longos passeios na praia e sentar junto à lareira nas noites frias de domingo. Isto é, se em sua cidade houvesse uma praia, se ele não sofresse com o calor de 40ºC durante o verão, e se ele acreditasse em domingos. Mas nem tudo são flores em sua vida, nosso querido rapaz afirma que desgosta de flores, coraçõezinhos, da geração powerpuff e de um bocado de outras coisas. E enquanto está ocupado desgostando de um bocado de coisas por aí, Jayme escreve num blog, ou o que ele pensa ser um blog. Apresento-os, o Dios Mio!!: (aviso: personagens aqui citados que possuam qualquer semelhança com pessoas reais são frutos de horrendas coincidências.)


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-Memorias de ún Jillipolla-

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SINCE
24/01/2004

|Segunda-feira, Julho 31, 2006|



Após uma semana de viagem, de busca de livros, de subidas em escadas rolantes que descem, de quatro filmes num só dia, de Homero, Platão e por aí vai, de sustos em relação à popularidade, de confirmações, de presentes, de recados e de convites, estou de volta.

De volta com a pilha recarregada, com bom humor e sono em dia. De volta com dores no ombro, no cotovelo (literalmente, não figurativamente) e na garganta. De volta com nada de muito novo a acrescentar... mas cheio de ânimo e de vontade... pelo menos até minhas aulas de química começarem e me encher novamente.

E após tudo dito, ou quase dito, só falta dizer que é bom rever vocês... =)


dito e feito por Jayme
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|Segunda-feira, Julho 24, 2006|



Aviso que este blog não será atualizado nos próximos 6 ou 7 dias. Vou viver um pouco por aí e sugiro que vocês façam o mesmo.

Uma boa viagem para mim e até breve. ;)

Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora...



Nota: Enquanto isso visitem o Mandamos Você.... Há sempre um novo post ruim por lá, eu garanto.


dito e feito por Jayme
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|Sexta-feira, Julho 21, 2006|



A Pergunta Fundamental, um refri e um pastel

Você sabe quem você realmente é? "Quem", porque o Homem não é um "quê". O Homem é um "quem", pois se alguém bate à porta, não se pergunta "que", mas sim "quem" é. Assim, sem rodeios, sem metáforas ou frases absurdas como "eu sou o que eu visto", ou até mesmo "eu sou o que eu como", responda. Você sabe quem você realmente é?

Há anos a pergunta fundamental em Hamlet, de Shakespeare, é tida como a famosa "ser ou não ser...". Porém, estudiosos consideram "ser ou não ser..." apenas uma variação de outra pergunta maior e mais profunda, feita no início da peça, quando, ao aproximar-se para a troca de turno de sentinelas, um dos guardas faz a decisiva pergunta: "Quem está aí?"

Quem?

Ao pensarmos sobre isso esbarramos nos estudos de Carl Sagan, que levou a pergunta de Shakespeare a um nível mais profundo, com sua obra "Os Dragões do Éden". Obra que trazia a famigerada pergunta tríplice: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Quem somos? Seriamos nós apenas organismos que se desenvolveram o suficiente para adquirir polegares opositores e atingir o raciocínio? Ou seriamos seres dotados de alma, espíritos, amores e compaixão?

De onde viemos? Descenderíamos de algum macaco imundo, ou coisa que o valha? Ou somos todos frutos do pecado original, de Adão e Eva, descendentes diretos de Caim ou Abel?

Para onde vamos? Estaríamos rumando à extinção de nossa própria raça, com guerras biológicas, ameaças de terrorismo e mortes desnecessárias? Ou teríamos todos um lugar para onde ir, quando tudo acabar?

O que quero mostrar é que nenhuma de tais perguntas, desde a de Shakespeare, até as de Sagan, possui uma resposta definitiva. Essas simples perguntas acabam por ser tão complexas que talvez nunca cheguemos a uma resposta correta. Se é que existe uma resposta correta.

Eu, no entanto, sei exatamente o que responder quando me pergunto Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou?

Sou Jayme, vim do meu quarto e, agora, vou até o banheiro.

Com licença...


dito e feito por Jayme
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|Terça-feira, Julho 18, 2006|



End: Vento
título: resposta


Um dia ruim o de ontem. Nada deu muito certo, planos desfeitos, tragédia grega, coisas do tipo. É isso o que me leva a sentar na varanda com um par de fones de ouvido e esperar que algum músico tenha algo a me dizer.

E tem. Enquanto procuro pela lua, provavelmente encoberta pelo prédio que se encontra à frente do meu, e vejo as figuras embaçadas de duas pessoas no apartamento vizinho, Shannon Hoon, o hippie mais grunge da história (ou grunge mais hippie, vai saber) começa a dizer que vai construir uma cerca e cercar todo os sentidos que conhece.

Na música seguinte Shannon diz algo mais interessante: Life ain't so shitty. Com isso de fato concordo. E enquanto sobre isso penso, a canção acaba e outra começa. Nesta ele diz "when life is hard you have to change" (quando a vida é dura você tem de mudar). Não sei bem se ele tem razão. Afinal, o que é que ele sabe? Ele está morto. O que é que alguém morto pode saber da vida?

Um bocado, talvez.

De qualquer forma, Shannon conseguiu plantar uma dúvida em minha cabeça. Preciso arejar meus pensamentos, por isso tiro os fones de ouvido e passo apenas a ouvir o nada. Por sorte meus vizinhos não estão fazendo o que sempre fazem... assim é possível ouvir o nada.

E enquanto estou ocupado ouvindo o nada, o vento vem. O vento vem e me diz coisas. Coisas sobre as quais também reservo minha parcela de dúvidas. Coisas em que penso em acreditar, mas não sei se devo. Não sei se devo. Afinal o que é que eu sei? O que é que alguém vivo pode saber sobre a vida?

Nada, talvez.

Assim, por estar vivo e por me sentir ávido por vida, respondo mesmo sem saber se devo, ou não, acreditar. Ou se devo me pronunciar. Respondo a ninguém em especial, apenas ao vento. Dizendo: Eu também...


dito e feito por Jayme
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|Sábado, Julho 15, 2006|



Dios Mio!! Apresenta:
Conclusões tiradas após uma sessão de Superman - O Retorno:


- Super-homem é o Steven Segal dos super-heróis. Ele corre, pula (voa), espanca e salva o mundo, seus cabelos, porém, nunca perdem o penteado.

- Super-homem se esconde no ártico, num lugar chamado "Fortaleza da Solidão". Isso até o aquecimento global o transformar num sem terra, pelo menos.

- Super-homem provavelmente deteria o aquecimento global num soprro. Ou num espirro, quem sabe?

- Clark Kent é o Super-homem estrábico. Por isso os óculos.

- Falando em óculos, o mundo provavelmente descobrirá a identidade secreta do Super-homem quando este ficar velho o suficiente para precisar de multifocais.

- Super-homem, na verdade, existe. E está até no orkut. O problema é que as pessoas vivem achando que ele é um fake...


dito e feito por Jayme
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|Quinta-feira, Julho 13, 2006|



Hoje faz um ano, exatamente.

Um dia eu conto essa história.

Ou não, vá saber...


dito e feito por Jayme
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|Domingo, Julho 09, 2006|



Indefinidamente Paradoxal

Quebrei o noivado comigo mesmo e praguejei contra a imagem que refletia no espelho. Pois busco o que temo encontrar, procuro conhecimentos dos quais nada quero saber.

Ávido por perder o que sequer encontrei, observo a graça que não possuo atrair mais pessoas do que sou capaz de imaginar. Isso, entretanto, não me agrada. Que surpresa, não?

O aleijado emocional, aquele que trocou muletas físicas por muletas imaginárias, finalmente adquiriu o controle de suas pernas. Agora é um ex-aleijado, tal qual é um bocado de ex-coisas... ou um ex-bocado de coisas. Agora adquiriu o controle de suas pernas, mas começa a perceber que alguns de seus órgãos padecem de funcionamento.

Um deles em especial, dito "vital", já não bate, não sente e não responde. Era, sim, involuntário. Agora involuntariamente morto. Involuntariamente insensível. O aleijado, no entanto, continua de pé. E de pé ele pode tirar proveito das pernas, que funcionam... e de pé ele pode deixar de sentir o que sentiria alguém com um coração involuntariamente funcional.


dito e feito por Jayme
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|Sexta-feira, Julho 07, 2006|



Mundo em Espiral

Prova de que o mundo gira é minha tontura freqüente. Vivo tendo enjôos e tonturas que vêm sabe-se lá de onde. Provavelmente do mundo. E pensar que em todos esses anos eu já deveria ter me acostumado com tudo isso. Mas vem a tontura, o enjôo... O mundo gira, e gira em espiral. O mundo em espiral... E não há o que se possa fazer para impedir isso.

Por isso é melhor se conformar e passar a sorrir através da negação, ignorando o fato de que a negação é opaca. Sorria, compre, venda, beba, encontre padrões e rotinas, chame de amigos pessoas que não conhece e magoe os que de tudo sabem. Brigue, pule, esgane-se por times de futebol... Sorria...

Porque ao final do espiral todos estacionamos no mesmo lugar, desta vez ignorando certa lei da física. Todos. Eu, você, seu sorriso, os "amigos", os que tudo sabem e até os times de futebol. Sendo assim, sendo tal condição tão imutável, é simplesmente melhor sorrir. Pois você pode não estar tonto, mas o mundo continua girando em espiral...


dito e feito por Jayme
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|Quarta-feira, Julho 05, 2006|



Enquanto nada me vem à cabeça, há um post novo por aqui.

E não, o espartano voador não vai continuar. Para sorte de seus pobres olhos, que foram obrigados a discorrer por aquilo, não uma, mas, duas vezes. Desculpem-me =)


dito e feito por Jayme
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|Segunda-feira, Julho 03, 2006|



Baila con Dios Mio!!
Aprendendo com os Mestres:


Observem atentamente a lição 1 e a lição 2. Depois repitam os movimentos aprendidos. Você estará dançando quando menos esperar. A menos que você já esteja esperando dançar. Aí não dá certo.


dito e feito por Jayme
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