|Segunda-feira, Janeiro 30, 2006|
Dia 1 este blog completa 4 anos de existência. Tragam presentes, bolos e velinhas. (eu disse velinhas, e não velhinhas)
dito e feito por Jayme
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|Sexta-feira, Janeiro 27, 2006|
Somos semelhantes e diferentes ao mesmo tempo. Para ele eu sou animalesco, para mim ele agora é o que não era há algum tempo. E homens de corações roxos carregam armas de prata, matarão um homem pelo que seu pai já fez. Mesmo que presente e passado sejam duas condições diferentes.
E se você acha que eu preciso de disciplina, se enganou. Isso tenho aos potes. O que precisamos é parar de levar a vida tão a sério. Relaxar, aproveitar o que temos, quando temos. E não assim que perdemos.
Mas hoje é outro dia, vamos (quase) todos sair e beber um pouco. Conseguir cabeças leves para nossos corações pesados. E no fim da noite, praticamente embriagado, acabo tomando coragem para dizer o quanto os amo. Preciso fazer com que saibam que os amo.
Porque somos todos assim afinal. Não só eu e ele. Somos todos semelhantes e diferentes. Tudo ao mesmo tempo.
dito e feito por Jayme
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|Terça-feira, Janeiro 24, 2006|
Admito que minha ausência neste blog foi puramente experimental. Isso mesmo. Ultimamente tenho sido capaz de criar situações cretinas o suficiente para alimentar este blog diariamente, no entanto estive ocupado demais experimentando a vida além da virtualidade.
Estive ocupado demais experimentando a vida além da virtualidade e devo dizer que ela é doce pra diabo. Sem demagogia. Até porque apenas alguém no apogeu de sua sandice me confundiria com um demagogo. É doce porque é doce. É simples assim. Não tem explicação... (aqui eu
poderia começar a cantar uma musiquinha da Cássia Eller ou coisa do tipo, mas
não cantarei. Lembrem-se de me agradecer).
É doce porque uma garota me fez ir até São Paulo, ficar num hotel fuleiro, pegar metrôs e mais metrôs e coisa e tal. Claro, isso não deve significar muita coisa para você, caro leitor, nem para você, caro fã de Cássia Eller. Mas uma vez que você considera sair de casa um enorme feito, você começa a dar mais valor a viagens a mais de 200km de distância.
É doce porque eu agora percebo o quanto eu amo muito tudo isso (e o quanto a propaganda do McDonald's é esdrúxula), vendo que se você passa pela vida sem olhar, ela passa e você não vê.
É doce porque eu posso estufar o peito, usar um óculos de besouro, e sair dizendo por aí que amo. E que amo muito. E que amo uma pessoa fantástica.
É doce porque tenho emoções na hora dos encontros, e choro em despedidas. Porque não me importo com milhões de pessoas passando ao meu lado no meio do aeroporto.
É doce porque sei que essa sabedoria será eterna, e que dentro de mim um (enorme) espaço será reservado a esse sentimento. Sentimento doce... docemente fantástico.
dito e feito por Jayme
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|Sábado, Janeiro 14, 2006|
Garam
Salvem, afáveis leitores, como vão? Eu vou bem, obrigado por não perguntar. Bem, quinta-feira passada decidi me levantar do sofá (e com isso abandonar a marca de meu traseiro que venho cultivando com muito interesse) e ver o pessoal do
Gram que, pasmem, tocariam nesta minha pacata cidade (onde qualquer mugido atrai cerca de 500 espectadores). Aliás, Gram é uma banda que, apesar de ser bacana, batuta e digna de inúmeros outros adjetivos que comecem com a letra "b", não é lá muito conhecida por esta terra (incluindo os espectadores de mugidos e coisa e tal), por isso, toda vez que anunciava com orgulho que veria os tais músicos de uma cidade quase-vizinha da minha (eles são de rio claro, eu moro em rio preto. é mais uma questão de cores do que de distância), dizendo
"Vou ver Gram! Vou ver Gram!", alguém respondia
"o que??", ao que eu treplicava
"GRAM", apenas para ser abatido por um
"Garam?? Quem?".
Enfim, voltemos a falar do tal show de Gram (quem?). Palco pequeno, lugar pequeno, muita gente, nenhum mugido. O cenário perfeito para que o caos e a destruição se propagassem estava armado. No entanto, a banda do gatinho (me desculpem, eu não resisti), tirou tudo de letra. Até a ausência de mugidos parecia não importar para eles. Os caras entraram em cena e surpreenderam muita gente que por lá se encontrava. Claro, alguns estranharam o problema de coluna de Sérgio, o vocalista (
1 e
2 ), já outros se incomodaram um pouco com o fato de Marco "Losnãoseiquelá", um dos guitarristas, gostar de esfregar seus instrumentos contra tudo o que vê pela frente (
3 ), porém, a alta qualidade e energia dos músicos, e o vasto consumo de bebidas alcoólicas do publico compensaram por tais peculiaridades. E até quem se preocupava (eu) com o pequeno repertório da banda (são só 10 músicas e alguns covers, afinal, pô!), acabou se surpreendendo com a inclusão de musicas novas no setlist (isso mesmo, eu ouvi e vocês não. RÁ!).
Em suma, Gram exalou energia no palco (traduzindo, eles pularam suaram e fizeram firulas e malabarismos), deixando até o mais fanático fã de mugidos boquiaberto durante uma hora inteira. E não, as fotos postadas não são do show, mas, como vovó já dizia, quem não leva máquina digital, caça com Google. E tenho dito.
dito e feito por Jayme
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|Domingo, Janeiro 08, 2006|
Making Of
Olá, meus sensíveis leitores, como vão vocês? Felizes? Não? Bem, não importa. Hoje gostaria de começar com minhas besteiras explicando-as. Por isso, escrevi um outro monte de besteiras, apenas para justificar o primeiro monte, e também por não ter nada mais o que fazer nesses dias de ano-novo (o que já tira todo o "novo" de "ano-novo"). Enfim, todo post surge de alguma forma. Alguns simplesmente acontecem, outros já surgem de forma mais escatológica (não, não vou entrar em detalhes, seus malditos sensacionalistas), e algumas vezes esse mesmo surgimento acaba dando em outro post (principalmente quando o cara que escreve não é lá muito o que poderíamos chamar de "criativo" ou "inteligente"). Por isso, trago a vocês o primeiro "making of" deste blog (e, se deus ouvir suas preces, o último), aproveitem:
Eu, sentado na frente do pc: Mariana, diga aí um nome masculino pra eu colocar num post.
Mariana, fingindo que vê t.v. enquanto espia sobre meu ombro: Ahm... "Jayme"!
Eu, olhando para a t.v.: Não, pô. As pessoas tem que achar que isso não foi com a gente. (vejam que não fui muito bem sucedido aí).
Mariana, agora admitindo que espiava sobre meu ombro: Aahmm.. "João"!
Eu, olhando de volta para o pc: Bem, tá bom. Agora diga um nome feminino.
Mariana, fazendo algo que eu não consegui perceber por estar olhando para o pc: Aahmm... "Maria"!
Eu, voltando-me para ela: João e Maria? Nã, fala sério, vai.
Mariana... ah, chega: Tá bom... "Marina"
Eu: É... ainda bem que pedi sua ajuda...
Mariana: Oow, desculpa. Já sei, "Malu"!
Eu: Nããã... pode deixar que eu invento um...
Mariana: Sério!! Malu!!
Eu: Deixa, já invento um
Mariana: Ow! Põe "Malu"!
Eu: Nã...
Mariana: Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"!!!!!!
Eu: ...
Mariana: Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"! Põe "Malu"!!!!!!
Eu: Affff, tá bom. Vai "Malu" então.
Mariana: Mas se você não quiser por não precisa colocar não, viu?
dito e feito por Jayme
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|Quinta-feira, Janeiro 05, 2006|
Casos
Relacionamentos:
[Malu]- Hey, olhe aquela mulher naquela loja.
[João]- Hm, o que tem?
[Malu]- Bonita, né?
[João]- É, é sim. Mais ou menos. Muito afrescalhada pro meu gosto.
[Malu]- Afff, ela é perfeita. Se eu pudesse escolher um rosto, o meu seria igual o dela.
[João]- Nã... o meu não...
[Malu]- Pois eu acho ela linda.
[João]- Eu nem tanto...
[Malu]- ...
[João]- ...
[Malu]- Psiu, pare de olhar pra ela!
[João]- Uxi, não to olhando não.
[Malu]- Hahaha! Sei... ela é linda mesmo, pode olhar, não ligo não.
[João]- Mas eu não tava olhando...
[Malu]- Como não? Eu vi seu olho virado pra lá!
[João]- Eu tava olhando pra parede, poxa...
[Malu]- Aaaah, claro! Deixe de ser mentiroso! Você tava olhando sim!
[João]- Não estava não, aliás, eu acho você muito mais bonita que ela...
[Malu]- Se acha, por que olhava pra ela?
[João]- Mas eu não tava olhando pra ela!!
[Malu]- Aaah, claro... olha só, vou olhar ali praquele extintor, enquanto olho para mulher ao mesmo tempo...
[João]- Tá, eu já disse que não tava olhando. Acredite se quiser!
[Malu]- Então tá!
[João]- ...
[Malu]- ...
[João]- ...
[Malu]- ...
[João]- Psiu, vai ficar brava comigo por causa disso? Você não disse que não tinha problema se olhasse?
[Malu]- ... É... ... Mas então você admite que estava olhando?!?
[João]- NÃO!!!
dito e feito por Jayme
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