.:Quarta-feira, Agosto 31, 2005:.
Vou ali viver um pouco. Volto em duas semanas.
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
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.:Sábado, Agosto 27, 2005:.
Dia Feliz?!?
Olá, meus caros coleguinhas, como vão vocês? Felizes? Bem, deveriam estar, principalmente se você tem câncer (ok, humor negro... falha minha) afinal, como muita gente sabe, hoje é o McDia Feliz, ou coisa do tipo. E, claro, todos vocês sabem o que diabos é o McDia Feliz, ou coisa do tipo. Agora, se você morou numa caverna durante as últimas duas décadas, e está apenas se reacostumando com a sociedade moderna, agora livre do socialismo e de crápulas como Boy George, Cindy Lauper, etc; não tema! Explicarei a você, meu mais novo amigo, o que é o McDia Feliz, ou coisa do tipo........
Bem, este parágrafo estava reservado para a introdução de meu post, mas como a possibilidade de alguém que viveu numa caverna durante as últimas duas décadas estar saindo justamente agora é bem pequena; ínfima, na verdade; pularei esta parte de explicar o que diabo é o McDia Feliz, ou coisa do tipo.
O fato é, meus amiguinhos, todos sabemos que o Mcdonalds gasta uma quantia inimaginável de dinheiro com publicidade todo ano. Todos sabemos, também, que todo esse dinheiro gasto não é de longe comparado ao retorno que conseguem. Ao lucro que adquirem. E digo mais, sabemos que ao menos um dia no ano esse lucro é destinado a doações à casas de tratamentos a crianças com câncer. O que até faz com que os donos de tal multinacional pareçam bonzinhos... Eu, no entanto (jayme, este que vos escreve), descobri o malévolo plano por trás dos atos de tais empresários. Vejam a seguinte imagem, por exemplo:
Dylon:''Oi, eu sou autista! Você quer ser meu amigo?"
Perceberam? Viram bem
QUEM é o garoto-propaganda do tal McDia Feliz, ou coisa do tipo? Sim? Não? Talvez? Mais ou menos? Bem, não importa, explicarei de qualquer forma.
Coloquem-se no lugar dos famigerados donos do Mcdonalds. Imaginem que possuem, a partir de agora, o controle de uma das redes de fast-food mais bem-sucedida do planeta. Que gera muito dinheiro, o tempo todo. Você simplesmente jogaria este dinheiro no ralo, doando a criancinhas com doenças terminais? É claro que sim... Mas eles não! Vejam bem, vocês anunciam este McDia Feliz, ou coisa do tipo, o tempo todo, durante cerca de um mês.
Poucos dias antes de tal dia, no entanto, investem em comerciais de t.v., autidores (outdoors, no bom e velho português) e panfletos (folder, no bom e velho português) contendo este terrível autista infeliz, chamado Felipe Dylon, dizendo frases como:
''Você é meu convidado! Venha!''. Agora, pensem novamente (é a última vez, prometo),
quem diabos quer ser convidado de Felipe Dylon?!?!? Pegaram o paradoxo? Sentiram a antítese? Eis o maldito plano desta grande corporação, meus amigos. Se fazer de boa, dizendo que vai ajudar as criancinhas, porém, ao mesmo tempo, desestimulando qualquer pessoa que pensava em ir até lá comer um protótipo de sanduíche.
Assim concluo, meus amiguinhos, é como vovó já dizia:
A verdade está lá fora. Ou, em outras palavras,
de cavalo dado não se olha os dentes... Até mais ver, um bom final de semana para todos vocês.
expurgado por Jayme, o Arlequim
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.:Sábado, Agosto 20, 2005:.
2 (duas) Conclusões De Um Ex-universitário Voltando Ao Cursinho
1- A maioria dos termos visto na área biológica pode ser usada como palavrão.
Ex: ''Aquela garota é uma baita gimnosperma...''
2- Eu não entendo prófase nenhuma de Trigonometria.
expurgado por Jayme, o Arlequim
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.:Terça-feira, Agosto 16, 2005:.
Casos
Parte II:
A rotina era: do quarto para a faculdade, da faculdade, para o quarto. Assim Braga Duarte passava seus dias; com uma rotina praticamente inabalável durante todo o ano, mudando apenas se uma ou outra aula fosse inclusa em seu quadro de aulas. Não que assim fosse por falta de opção; não, pelo contrário, sua vida era assim pelo excesso dela. Braga Duarte era um desses rapazes que você não deve conhecer, já que Braga Duarte era um rapaz único, alguém que ninguém conseguiria de fato conhecer, já que possuía tantas nuances estranhas que faria com que você fosse acometido por uma vontade incontrolável de correr para longe dele logo após ter desejado-lhe um bom dia. Braga Duarte, então, não possuía amigos; exceto por Matheus, cujo espírito rebelde faz com que se sinta terrivelmente confortável ao lado de Braga Duarte. Matheus, aliás, chamava seu amigo Braga Duarte por seu primeiro nome, Braga, e é assim que hei de me referir a ele a partir deste próximo ponto final que digitarei agora. (sim, esse ponto final aí atrás)
Pois bem, apesar de ser estranhamente solitário, Braga possuía certo ponto fraco. Mal conseguia ver uma mulher andando pela rua que logo se apaixonava. Se ela lhe desse um pouco de atenção, então, ele era tomado por um ato conhecido pela maioria das mulheres: corria para a loja mais próxima e estourava o limite de pelo menos um de seus cartões de crédito comprando algo inútil. Mas tal coisa inútil nunca chegaria, sequer, a virar um presente para sua mais nova amada.
Bem, cá está, então, nosso oxímoro: Braga era o apogeu de todo ser anti-social; tímido, reservado, nervoso e ansioso. No entanto, sentia uma necessidade imensa de conversar com todas as mulheres que encontrava. Sentiram o conflito? Se a resposta foi ''não'', sugiro que coloquem alguma música de suspense e releiam a sentença anterior, no início do parágrafo. E agora? Sentiram? Se a resposta foi ''sim'', continuemos...
Num belo dia, estava Braga em seu quarto, usufruindo sua rotina, pensando em assuntos particulares, tais como decorar o juramento de um Lanterna-verde, ou pesquisar quantas vezes o super-homem realmente mudou de visual e, neste caso, perguntar-se se a fase de cabelos compridos conta como uma mudança de visual... Enfim... estava Braga, em seu quarto, cuidando de assuntos que interessavam a ele - e, pelo que vimos, apenas ele - quando a campainha tocou.
Mal preciso escrever o quanto Braga se surpreendeu com tal som - o da campainha - já que raramente recebia visitas num domingo à tarde. Braga levantou-se num pulo e foi, tremendo, até a porta da frente, ver quem estava por lá. Era provável que a onda de crimes que assolava a cidade finalmente chegara até sua porta, era possível que um bando de mal-feitores estivesse espreitando-o há dias e agora quisesse invadir seu humilde lar, era de se esperar que piratas mal encarados e invejosos quisessem dar-lhe uma sova apenas pelo prazer que o ato lhes traria...
Braga sentia seu braço tremendo como se um terremoto estivesse chacoalhando sua sala de estar naquele exato momento, transpirava abundantemente e o pânico já começava a se instalar em sua mente. Porém, num súbito clarão de coragem, Braga abriu a porta e... e... poxa... como este teclado está sujo... não é possível que queiram que eu crie qualquer história decente com este pedaço de lixo... pfff... olha só isso. Tem sujeira para todo lado... aposto que se eu não limpar isso ficará assim durante semanas... esperem um pouco, sim?
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Pronto... agora sim... Bem, onde eu estava?
expurgado por Jayme, o Arlequim
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.:Quinta-feira, Agosto 11, 2005:.
¬¬
Eu amo você. E é por isso que escrevo. O título do e-mail foi só pra vc pensar algo como ''iiih, lá vem...'', mesmo.
Estou escrevendo também porque acho que não vou falar contigo hoje, e estou com saudade. Saudade e ciúme. Tive uma crise hoje, horrível... imaginando 98738940723894723984 possibilidades, como isso fere. Mas sei que você é ''minha'' e que também me ama, ou pelo menos desconfio. E é isso que me faz suportar toda essa distancia que sinto de você. Por falar nisso, andei pensando e conclui que simplesmente não sou bom em ficar sozinho. Eu era... mas acho que não sou mais. Não que isso seja ruim, ou bom... apenas é. É difícil porque eu realmente gosto de ficar sozinho por alguns momentos. Mas toda vez que de fato estou sozinho me bate aquela puta vontade de falar contigo, ouvir tua voz ou colocar a mão na suas costas (dizer ''bunda'' é meio feio). Eu sinto um bocado sua falta, e às vezes me pego imaginando se com essa distancia não vamos crescer e tomar caminhos diferentes. Acabando por não ter mais nada em comum. Mas aí acabo concluindo que é tudo reflexo da condição que se abateu sobre mim (não conseguir mais ficar sozinho), e até me controlo. Mas nada disso importa mesmo. Até porque na maioria das vezes me pego é pensando em quanto você é especial e decidida... e forte. Porra, vc é muito forte. Desconfio até que vc tenha sofrido um pouco com isso. Não é todo mundo que gosta de mulher tão independente quanto você é. Mulheres independentes sempre assustam os homens. E isso é bom, de certa forma. Bom porque sei que sua independência não é motivo para fugir. Bom porque sei que quando você precisa de mim, você
realmente precisa. E me sinto muito bem quando precisam de mim. Claro, nem sei porque diabos estou escrevendo tudo isso. Nem sei qual lógica me fez chegar até aqui. Aliás, acabei transformando isto em post no meio do texto mesmo; era pra ser um e-mail. Daqueles privados, que você quer que só a pessoa endereçada leia. Mas aí parei, pensei, (bem.. não parei, eu ainda estava escrevendo enquanto pensava) e decidi postar isso aqui mesmo. Poxa, já não falo sobre mim neste blog, acho que uma vez ou outra, sendo completamente sincero não machuca ninguém, machuca? Se machucou a você, me desculpe. Não era intenção. Mas, enfim... eu amo vc =)
expurgado por Jayme, o Arlequim
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.:Domingo, Agosto 07, 2005:.
Casos
Parte I:
Matheus era um rebelde. Não exatamente um rebelde, não. Segundo ele mesmo, aliás, a rebeldia era apenas mais uma forma do estado conseguir o conformismo da população, ou dos metecos, como ele diria, - havia também renunciado o termo ''plebe'' por ser por demais utilizado na mídia - assim, o verdadeiro rebelde é aquele que não se rebela. O verdadeiro rebelde é apenas um conformista disfarçado. Ou um rebelde disfarçado de conformista disfarçado. Ou então um gari. O que você preferir.
Mas, o fato é que Matheus não seguia as normas que a sociedade, teoricamente rebelde - mas na verdade apenas conformistas que pensavam ser rebeldes - tentava lhe impor. Não gostava do anarquismo, muito menos do comunismo. Revolucionistas como Zapata eram prontamente descartados por ele, preferindo assim ilustres desconhecidos como Carbunculo Dotski, um pensador alemão que acreditava que a humanidade conseguira viver em paz somente após abdicar de seus bens materiais e adotar, por fim, a poligamia como a benção que de fato seria. Digo ''seria'' pelo simples fato de Carbunculo ter sido morto por sua própria esposa e duas de suas amantes, que após o homicídio acabaram fugindo para Amsterdã, onde nunca mais se ouviu falar nelas.
Sendo o ''rebelde'' que era, Matheus acabava por incomodar muitas pessoas, algumas vezes por enxergar muito além do que lhe era permitido, outras apenas por ser um puta chato. Certa feita, por exemplo, seu pai lhe chamou para conversar. Porém, por ser um personagem com um papel minimamente importante nesta história, não o nomearei. Chamarei-o apenas de ''Pai de Matheus''. Assim, voltando, o Pai de Matheus chamou-o para conversar:
- E o que você quer saber? - perguntou um Matheus já desconfiado.
- Ora, eu só gostaria de ter uma conversa calma contigo. - respondeu o Pai de Matheus - Quem sabe possamos ir até o lago, sei que você nunca foi até lá e esta época do ano deixa tudo mais bonito.
Mas Matheus era astuto. Em poucos segundos percebeu o que seu pai realmente tramava. Olhando no fundo de seus olhos, com o dedo em riste, ele respondeu:
- Eu sou astuto! Sei o que você está tramando!
- Hã? O-o-o q-q... - respondeu o estupefato Pai de Matheus.
- Claro que você gostaria que eu fosse até o lago com você. Ninguém passa por lá há anos! Não haveria testemunhas, não estou certo?!
- Matheus! O que você...
- Pois saiba que já acabei com seus planos - interrompeu Matheus - Você nunca me pegará com vida!
Matheus correu pelo lance de escadas usando os poucos segundos que dispunha, encheu sua mochila de camisetas e calças avulsas; e correu novamente para baixo, já com a mochila nas costas. Esqueceu-se de pegar sua escova de dente, afinal, vale lembrar que Matheus era, de fato, um rebelde. Abriu a porta, olhou para trás e soltou um riso sarcástico. Algo que o Pai de Matheus não conseguira entender.
- Adeus, ''Pai'' - disse ele - isso é, se esse for seu verdadeiro nome!
Matheus fechou a porta num estrondo e riu como nunca rira antes. Um riso alto e satisfatório. Parou ao perceber que ainda não tinha saído de casa, logo, abriu novamente a porta, saiu e a fechou num outro estrondo. Era hora de seguir adiante.
expurgado por Jayme, o Arlequim
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.:Terça-feira, Agosto 02, 2005:.
Diário da Insônia
Conclusões:
- O Cazé pode até ser um cara interessante, mas tem um gosto repugnante para música.
- João Kleber consegue ser um porre durante qualquer hora do dia. Incluindo à uma da manhã.
- Eu realmente gostaria de mudar meu nome para Art Vandelay.
- Reprises são a máxima da lei de Murphy. Só passam quando você não quer vê-las.
- Pão na chapa fica muito mais gostoso com orégano.
- Leite vencido no dia 2 é leite vencido no dia 2. Não importa o horário.
- 3 da manhã sempre me bate vontade de ligar para alguém.
- 3 da manhã não é um bom horário para ligar para alguém.
- Eu gostaria de ter um gravador, igual a Lucas Silva e Silva.
- Aliás, eu gostaria de chamar Silva e Silva.
- Meu nome bem poderia ser Art Vandaley Silva e Silva.
- Deu no Terra: Fumar durante a gravidez pode transformar seu filho num rapaz anti-social.
- Também apareceu no Terra: Sorvete de churrasco e bacon faz sucesso nos EUA.
- A madrugada traz noticias interessantes.
- 4 horas não é um horário razoável para se dormir. Especialmente se você tem de se levantar às 8.
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