Dios Mio!! é um blog. E eu (prazer) sou seu criador. Não que eu tenha, de fato, criado algo, eu apenas fiz um cadastro no blogger (séculos atrás, quando Bloggerman ainda não havia descambado para o lado negro) e, Kazam (ou qualquer outra onomatopéia à sua escolha), eu tinha um blog. Trombetas não soaram, a terra não se abriu sob meus pés, e ninguém se curvou ante minha vontade (até hoje tenho de brigar para conseguir que guardem o leite na geladeira no meio da noite). Frustrante, se querem saber... Mas, bem, enquanto nada disso acontece, e enquanto ainda esquecerem o leite pra fora, sigo fingindo que escrevo e ludibriando as mentes menos astutas. Mas, não se enganem... quando chegar o dia do juízo final, hei de tomar alguma atitude... ou então quando guardarem o leite na geladeira... o que vier primeiro....


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24/01/2004

.:Quarta-feira, Junho 29, 2005:.



Seu pássaro amarelo morrera, e estava na hora do velório. Vivia só, com exceção das vezes em que se abria com seu pássaro amarelo e das vezes em que era visitado por quem não queria ser visitado. Vivia só, mas sempre acompanhado.

No velório apenas dois convidados não apareceram. A Vida, que depois disse que tinha muita coisa melhor a viver, e a Morte, que alegou já ter feito seu trabalho, lá não era mais seu lugar (não naquele momento, pelo menos). Flagelo, Agouro, Angustia, Pesar... todos os outros estavam lá.

Assim, em meio a honrosa reunião que preparou para seu pássaro, Fraqueza lhe perguntou:

- Morreu de quê, seu pássaro?

- Não sei bem. Morreu dentro da gaiola. Morte não me deu muitas explicações - respondeu ele.

- E por que diabos você prendia ele na gaiola? - perguntou Flagelo.

- Não era ele que o prendia. - intrometeu-se Piedade - A prisão era algo maior do que a gaiola.

- É, você tem razão - ele concordou - Eu abria a porta da gaiola todos os dias.

Ele parou por um momento, com um copo na mão, e pensou. Era verdade. Ele realmente tentava libertá-lo todos os dias. A Liberdade estava lá, à espera. O pássaro apenas não queria sair. Digo, ''querer'' talvez não seja a palavra adequada. Ele apenas não conseguia.

Uma mão pousou sobre seu ombro, era Anseio:

- Não se sinta mal. Você supera.

Ele olhou-o com olhos arregalados e perguntou:

- Por que?

- Ora, era apenas um pássaro - respondeu Anseio.

- Era, era meu pássaro. - disse ele.

E, sendo seu pássaro, não entendia porque não deveria chorar por ele. Mesmo que Anseio pensasse o contrário. ''Frutas precisam de seu tempo para amadurecerem'' pensou, ''eu também preciso de meu tempo para crescer''. Assim, expulsou a todos de sua sala, deixando apenas Tempo, Piedade e Dor. ''Agora, terei apenas estes três como companheiros.''. Apenas os três, até que estivesse maduro o bastante para permitir visitas de quem não queria... Perdão e Lembrança... e, finalmente, seguir em frente. Solitariamente acompanhado, como sempre fora, mas nunca gostara de ser.


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.:Terça-feira, Junho 28, 2005:.



Um Post Besta
e o pior: Eu sei, mas não me importo com isso =)

A melhor maneira de se escutar Brendan Benson é usando fones de ouvido.

Agora voltei, digo, acho que voltei. Voltei porque esta semana foi incrivelmente produtiva (tendo em vista que ''produtividade'' nem sempre é algo realmente bom). Descobri que preciso de calma. Que gosto de me sentir como eu mesmo. Que consigo cortar as unhas do pé enquanto canto canções de ''Nenhum de Nós''. Que sentir-se mal não é lá algo tão ruim... quero dizer, ruim é... mas não tão reprovável quanto eu considerava. Enfim, descobri que um bocado de coisa que antes considerava, tornou-se inconsiderável graças o tempo. O tempo sempre a nos perseguir, como o crocodilo que engoliu um relógio, dando-nos o alerta de sua presença com seu constante ''tic-tac''. Vi que o crocodilo não é tão terrível assim. Ele é apenas inevitável. E transforma um bocado de coisa considerável em pura balela.

Descobri, ainda, que a melhor maneira de escutar Brendan Benson é usando fones de ouvido. Adoro Brendan Benson. Me faz pensar. Gosto de como ele compõe, daria um belo escritor. Não que isso importe a alguém. O fato é que importa a mim. E isso é importante o bastante para que eu passe a me importar um pouco mais do que costumava a me importar, entendem?

E é por isso mesmo que voltei. Porque tudo o que descobri, não importando o tempo que leva/levou, importa e interessa a mim. =)

Obrigado pela espera, meus lépidos leitores. Até mais ver.


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.:Quarta-feira, Junho 22, 2005:.



Sabe, esse blog é grande demais para meu gosto. Não sou mais capaz de contê-lo, de alimentá-lo o tempo todo. Ficou tão grande que mal sobra espaço para meus posts narcisistas. Antigamente eu era capaz de escrever um pouco sobre mim aqui. Coisas mais pessoais, muito mais intimas do que qualquer encontro com um religioso maluco.

Hoje em dia não sou mais capaz de fazer isso. Tive de criar outro blog, por necessidade criativa, e para despejar tudo o que não posso despejar aqui. Muita gente lê, e a maioria delas, garanto, não se importa muito com o que lê. Logo, acabariam por entender erroneamente o que quero passar. Isso sem contar as pessoas que me ''conhecem'' (se é que alguém, algum dia, chega a me conhecer) que por aqui passam. Tenho medo de magoá-las, ou de não ser compreendido.

Não sei, me importar talvez seja meu grande defeito. Me importo um bocado. E não é da boca do teclado pra fora que digo isso. Realmente me importo. Com tudo. Entre os poucos episódios de minha infância que recordo (minha memória talvez seja outro defeito meu), está uma tarde inteira que passei preocupado, pegando bituca de cigarro na rua, após ter uma daquelas aulas de ecologia que temos no jardim de infância. Não que eu pegue bitucas de cigarro até hoje. Mas me preocupo com a mesma intensidade, até hoje. Com o que quer que esteja captando minha atenção no momento, eu me preocupo.

Nada disso importa, claro. Estou apenas enjoado o bastante para vomitar meus pensamentos aqui, onde acho que não deveria. O fato é que preciso dar um tempo. Este blog acabou por se tornar maior que eu, e preciso de um tempo, para crescer alguns centímetros metros. É por isso que anuncio que este blog, a partir de agora, está em


Hiatus



Eu volto... um dia =)


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.:Segunda-feira, Junho 20, 2005:.



J, o Tio, Deus e o Ônibus Divino

Dia desses, estava eu saindo de meu carro (sem possuir uma carteira de habilitação, crianças, não façam isso em casa - nem fora dela) quando fui abordado por um tiozão com seus 50 anos, bíblia na mão e uma pasta na outra.

- Você é da paróquia? - perguntou-me

- Hm? Eu... hã? - respondi educadamente.

Ele apontou para uma grande construção bem ao lado de meu carro e continuou:

- Daqui, da igreja. Vi que você estacionou bem ao lado...

Parei um (1) minuto para perguntar-me quem diabo (com o perdão da palavra) havia construído uma igreja ali nos últimos 30 (trinta) segundos, e foi aí que percebi que, por incrível que pareça, ela já existia antes de eu estacionar. Assim, atônito com minha nova descoberta, respondi:

- Não, não, meu nobre senhor. - usando minha educação costumeira - Eu tenho de ir até o despachante entregar algumas coisas. Apenas estacionei aqui porque não havia vagas no quarteirão anterior.

Menti, havia uma vaga, mas eu não sei fazer baliza. Logo, por estar bem ao lado de um templo cristão, esperei por alguns segundos que um raio atingisse minha cabeça. Como nada aconteceu, voltei a dar atenção ao meu mais novo amigo.

- Bom, eu sou da paróquia. - disse o senhor apontando contra o próprio peito, como se ''eu'' pudesse ser interpretado como sendo outra pessoa - E tenho de ir até o clube Harmonia, conhece?

- Sim, conheço - respondi.

- Você pode me levar até lá?

- Ahm... - pensei por um instante (tempo o suficiente para que você leia o que escrevo entre uma frase e outra) - Bem, o clube é do outro lado da cidade... e eu só vou descer este quarteirão.

- É, mas eu sou da paróquia. - argumentou meu caro colega.

- Mas... - já estava ficando sem desculpas - eu só vou ali embaixo... mesmo!

- Meu jovem, eu sou um homem de Deus. Se você não pode fazer um favor a um homem de Deus, esse mundo está perdido...

No exato instante em que um palavrão saia de minha boca, me segurei. Lembrei-me de minha costumeira educação, do senhor a minha frente, da igreja, e do raio que, claro, poderia apenas ter se atrasado...

- Olha, infelizmente não dá...

- Bem, tá bom! - disse o senhor já ofendido - Eu vou andando até lá! Grato por sua ajuda!

- Não tem de quê! - respondi, primeiramente não notando o sarcasmo. - Mas acho que Deus não se incomodaria se você pegasse um ônibus - aí eu já tinha notado...


Moral da história:

Sem idéia do que postar? Vá ao despachante =)


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.:Sexta-feira, Junho 17, 2005:.



Vendo minha alma por 2 (dois) torrões de açúcar e 1 (um) rolo de fita adesiva...


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.:Quarta-feira, Junho 15, 2005:.



CFC

Acho que sou a única pessoa do mundo com sorte o suficiente para perder a carteira de motorista e, no curso de formação de condutores, sentar-me ao lado de um manobrista (que inexplicavelmente está há 10 anos na profissão, mas nunca foi habilitado) e de uma garota que troca constantemente a palavra ''seccionada'' por ''sexuada''; fazendo com que frases aparentemente normais, saiam como: ''O condutor só poderá fazer uma ultrapassagem quando existir uma faixa sexuada presente.''


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.:Domingo, Junho 12, 2005:.



Casos


Pudor:


[Carlos Thiago] - Ai, ai!

[Vanessa] - Tá doendo?

[Carlos Thiago] - Um pouco. Vou tirar as calças; aí você chupa, tá?

[Vanessa] - Chupar? Eu?

[Carlos Thiago] - É... Pronto, pode chupar.

[Vanessa] - Ah, não. Tenho nojo!

[Carlos Thiago] - Nojo de quê?! Depois você nem engole, é só cuspir!

[Vanessa] - Pára, não vou chupar!

[Carlos Thiago] - Anda logo, Vanessa. Chupa!

[Vanessa] - Não!!

[Carlos Thiago] - Porra, já tá ficando roxo...

[Vanessa] - Ah, agora que não chupo mesmo!


Carlos Thiago faleceu, quinze minutos depois, vítima de uma picada de cobra na virilha.


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.:Sábado, Junho 11, 2005:.



Casos


Revelação:


[1]- Tenho algo para confessar...

[2]- Que foi?

[1]- Bem, eu... Eu sou gay...

[2]- Tudo bem. Eu já desconfiava...

[1]- Como assim, ''desconfiava''??

[2]- Ué, eu já achava que você era gay...

[1]- Por quê, hein? Só porque uso calças mais justas? Só porque não curto sair contigo pra ''pegar todas''? Por causa do meu jeito de andar? É?!

[2]- Ahm... er... bem...

[1]- Claro!!! Um homem não pode ser um pouco mais introvertido que ele só pode ser gay. Sabe de uma coisa? Você me enoja!

[2]- Mas... Cara... Você É gay!

[1]- Pff... Seu homófobo!


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.:Terça-feira, Junho 07, 2005:.



Parafraseando alguns personagens de Igual a tudo na vida (Anything Else), digo:

Tenho tantos problemas que nem o suicídio solucionaria todos eles

Rejeição demais causa câncer

Nunca confie num motorista de ônibus nu


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.:Segunda-feira, Junho 06, 2005:.



Solitariamente acompanhado, infortúnios cobertos de alegria, caminhando no etéreo, vivendo no efêmero, ele abraça nuvens e se socializa com bolhas de sabão, e as toma como amigas. Mas percebe que toda nuvem se dissipa, toda bolha estoura. Solitariamente acompanhado, alegremente descontente, confusamente concentrado, focado sem foco algum, a antípoda de si mesmo, já sem bolhas de sabão e nuvens para segurá-lo.


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.:Domingo, Junho 05, 2005:.



Claro, no único dia em que realmente posso dormir: insonia...

E agora estou com Seal tocando na cabeça... aiai

Nota: Ok, eu juro que nunca vi bloggerman em pessoa...


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.:Sexta-feira, Junho 03, 2005:.



De todas as afirmações que eu posso fazer agora, a melhor seria essa: Insegurança é uma merda. Inseguro de si mesmo, sabe? Inseguro por culpa da maldita mãe-natureza. Queria ser é órfão. Queria ser eu, só que diferente. Queria ser alto, negro e possuir um estiloso (e olhe que ''estiloso'' é um dos melhores adjetivos inexistentes que conheço) cabelo afro. Queria ser doutor em física quântica, campeão nacional de bolinha-de-gude e mundial de arremesso de ferradura. Só que aí não seria eu. Eu seria outro.

Queria ser outro, mas sem deixar de ser eu. Gosto de mim mesmo, em partes. Não queria me abandonar dessa forma...

Acho até que gostaria de ser outro apenas para querer ser eu, novamente. Isso porque somos todos assim, sempre querendo o que não podemos ter, acho que é saudável. A não ser que você seja alto, negro, com um belo afro, doutor em física quântica, campeão de bolinha-de-gude e de arremesso de ferradura, e ainda queria ser eu... aí você é definitivamente doente...


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.:Quinta-feira, Junho 02, 2005:.



Após um curto post (se é que aquilo possa ser chamado de post) sobre não saber embrulhar presentes, Leandro, um simpático amigo bloguento, teve o trabalho de adentrar no mundo virtual em busca de um tutorial sobre, pasmem, embrulhar presentes.

Pois bem, usufrui dos links que ele deixou em um de seus comentários e, para meu espanto, finalmente descobri o que havia de errado em meus embrulhos. Sim, sim, sim, meus amiguinhos, faltava uma peça fundamental em meus embrulhos, algo que eu não havia percebido até o fatídico dia em que observei o tutorial. Vejam com seus próprios olhos:


1- Presente
2- Papel de presente
3- Mãos de velho


Pois bem, vejam que o número um (1) corresponde ao presente, o que, é claro, acabei comprando após perceber que sem ele não havia lá o que embrulhar. O numero dois (2) é o papel de presente, minha primeira compra. Agora, o número três (3) é a peça fundamental para um belo embrulho de presentes. Algo que me impediu de fazer um embrulho realmente descente... o numero três (3) corresponde às mãos de velho. E eu, na minha drástica condição de um rapaz de 20 anos, com cara de 15, simplesmente não possuo mãos de velho... e, por isso meus amiguinhos, não consigo embrulhar um presente... sou praticamente um aleijado no que se refere a embrulhar presentes. É triste, mas é verdade.


Nota: Obrigado Leandro, você rendeu um post (de novo).

Nota2: A resposta do ''enigma'' (ou seja lá o que diabo era aquilo) do post anterior é: ''nada''.


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