Dios Mio!! é um blog. E eu (prazer) sou seu criador. Não que eu tenha,
de fato, criado algo, eu apenas fiz um cadastro no blogger (séculos atrás, quando
Bloggerman ainda não havia descambado para o lado negro) e, Kazam (ou qualquer
outra onomatopéia à sua escolha), eu tinha um blog. Trombetas não soaram, a terra não
se abriu sob meus pés, e ninguém se curvou ante minha vontade (até hoje tenho de brigar
para conseguir que guardem o leite na geladeira no meio da noite). Frustrante, se querem
saber... Mas, bem, enquanto nada disso acontece, e enquanto ainda esquecerem o
leite pra fora, sigo fingindo que escrevo e ludibriando as mentes menos astutas. Mas,
não se enganem... quando chegar o dia do juízo final, hei de tomar alguma atitude...
ou então quando guardarem o leite na geladeira... o que vier primeiro....

Seu pássaro amarelo morrera, e estava na hora do velório. Vivia só, com exceção das vezes em que se abria com seu pássaro amarelo e das vezes em que era visitado por quem não queria ser visitado. Vivia só, mas sempre acompanhado.
No velório apenas dois convidados não apareceram. A Vida, que depois disse que tinha muita coisa melhor a viver, e a Morte, que alegou já ter feito seu trabalho, lá não era mais seu lugar (não naquele momento, pelo menos). Flagelo, Agouro, Angustia, Pesar... todos os outros estavam lá.
Assim, em meio a honrosa reunião que preparou para seu pássaro, Fraqueza lhe perguntou:
- Morreu de quê, seu pássaro?
- Não sei bem. Morreu dentro da gaiola. Morte não me deu muitas explicações - respondeu ele.
- E por que diabos você prendia ele na gaiola? - perguntou Flagelo.
- Não era ele que o prendia. - intrometeu-se Piedade - A prisão era algo maior do que a gaiola.
- É, você tem razão - ele concordou - Eu abria a porta da gaiola todos os dias.
Ele parou por um momento, com um copo na mão, e pensou. Era verdade. Ele realmente tentava libertá-lo todos os dias. A Liberdade estava lá, à espera. O pássaro apenas não queria sair. Digo, ''querer'' talvez não seja a palavra adequada. Ele apenas não conseguia.
Uma mão pousou sobre seu ombro, era Anseio:
- Não se sinta mal. Você supera.
Ele olhou-o com olhos arregalados e perguntou:
- Por que?
- Ora, era apenas um pássaro - respondeu Anseio.
- Era, era meu pássaro. - disse ele.
E, sendo seu pássaro, não entendia porque não deveria chorar por ele. Mesmo que Anseio pensasse o contrário. ''Frutas precisam de seu tempo para amadurecerem'' pensou, ''eu também preciso de meu tempo para crescer''. Assim, expulsou a todos de sua sala, deixando apenas Tempo, Piedade e Dor. ''Agora, terei apenas estes três como companheiros.''. Apenas os três, até que estivesse maduro o bastante para permitir visitas de quem não queria... Perdão e Lembrança... e, finalmente, seguir em frente. Solitariamente acompanhado, como sempre fora, mas nunca gostara de ser.
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
Sabe, esse blog é grande demais para meu gosto. Não sou mais capaz de contê-lo, de alimentá-lo o tempo todo. Ficou tão grande que mal sobra espaço para meus posts narcisistas. Antigamente eu era capaz de escrever um pouco sobre mim aqui. Coisas mais pessoais, muito mais intimas do que qualquer encontro com um religioso maluco.
Hoje em dia não sou mais capaz de fazer isso. Tive de criar outro blog, por necessidade criativa, e para despejar tudo o que não posso despejar aqui. Muita gente lê, e a maioria delas, garanto, não se importa muito com o que lê. Logo, acabariam por entender erroneamente o que quero passar. Isso sem contar as pessoas que me ''conhecem'' (se é que alguém, algum dia, chega a me conhecer) que por aqui passam. Tenho medo de magoá-las, ou de não ser compreendido.
Não sei, me importar talvez seja meu grande defeito. Me importo um bocado. E não é da boca do teclado pra fora que digo isso. Realmente me importo. Com tudo. Entre os poucos episódios de minha infância que recordo (minha memória talvez seja outro defeito meu), está uma tarde inteira que passei preocupado, pegando bituca de cigarro na rua, após ter uma daquelas aulas de ecologia que temos no jardim de infância. Não que eu pegue bitucas de cigarro até hoje. Mas me preocupo com a mesma intensidade, até hoje. Com o que quer que esteja captando minha atenção no momento, eu me preocupo.
Nada disso importa, claro. Estou apenas enjoado o bastante para vomitar meus pensamentos aqui, onde acho que não deveria. O fato é que preciso dar um tempo. Este blog acabou por se tornar maior que eu, e preciso de um tempo, para crescer alguns centímetros metros. É por isso que anuncio que este blog, a partir de agora, está em
Vendo minha alma por 2 (dois) torrões de açúcar e 1 (um) rolo de fita adesiva...
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
Parafraseando alguns personagens de Igual a tudo na vida (Anything Else), digo:
Tenho tantos problemas que nem o suicídio solucionaria todos eles
Rejeição demais causa câncer
Nunca confie num motorista de ônibus nu
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
Solitariamente acompanhado, infortúnios cobertos de alegria, caminhando no etéreo, vivendo no efêmero, ele abraça nuvens e se socializa com bolhas de sabão, e as toma como amigas. Mas percebe que toda nuvem se dissipa, toda bolha estoura. Solitariamente acompanhado, alegremente descontente, confusamente concentrado, focado sem foco algum, a antípoda de si mesmo, já sem bolhas de sabão e nuvens para segurá-lo.
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
Claro, no único dia em que realmente posso dormir: insonia...
E agora estou com Seal tocando na cabeça... aiai
Nota: Ok, eu juro que nunca vi bloggerman em pessoa...
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
De todas as afirmações que eu posso fazer agora, a melhor seria essa: Insegurança é uma merda. Inseguro de si mesmo, sabe? Inseguro por culpa da maldita mãe-natureza. Queria ser é órfão. Queria ser eu, só que diferente. Queria ser alto, negro e possuir um estiloso (e olhe que ''estiloso'' é um dos melhores adjetivos inexistentes que conheço) cabelo afro. Queria ser doutor em física quântica, campeão nacional de bolinha-de-gude e mundial de arremesso de ferradura. Só que aí não seria eu. Eu seria outro.
Queria ser outro, mas sem deixar de ser eu. Gosto de mim mesmo, em partes. Não queria me abandonar dessa forma...
Acho até que gostaria de ser outro apenas para querer ser eu, novamente. Isso porque somos todos assim, sempre querendo o que não podemos ter, acho que é saudável. A não ser que você seja alto, negro, com um belo afro, doutor em física quântica, campeão de bolinha-de-gude e de arremesso de ferradura, e ainda queria ser eu... aí você é definitivamente doente...
expurgado por Jayme, o Arlequim
| Só não te dou outra porque... ()
Após um curto post (se é que aquilo possa ser chamado de post) sobre não saber embrulhar presentes, Leandro, um simpático amigo bloguento, teve o trabalho de adentrar no mundo virtual em busca de um tutorial sobre, pasmem, embrulhar presentes.
Pois bem, usufrui dos links que ele deixou em um de seus comentários e, para meu espanto, finalmente descobri o que havia de errado em meus embrulhos. Sim, sim, sim, meus amiguinhos, faltava uma peça fundamental em meus embrulhos, algo que eu não havia percebido até o fatídico dia em que observei o tutorial. Vejam com seus próprios olhos: