Na pacata cidade de Miranápolis vive um homem de honra, poder e carisma inigualáveis. Jádson é seu nome e, como dizem por aí, seus feitos somente são igualados aos feitos do próprio J.Cristo. Com apenas um toque de suas mãos peludas ele pode fazer com que patos ganhem pêlos, pigmeus percam o medo d'água, e pizzas portuguesas percam suas azeitonas. Jádson é, com toda certeza, um homem único. Um semi-deus, se me permitem dizer. Porém, Jádson não tem blog. Eu, no entanto, tenho! Meu nome é Jayme, muito prazer.

-CONTATO-

jaymefr@hotmail.com

168698612


-SOBRE MIM-

1- Apesar das semelhanças (onisciência, onipresença e onipotência), não sou Deus. Sei que pareço, mas não sou. Logo, não concorde com tudo o que escrevo ou observo. Discordar de mim pode até ser um esporte interessante.
2- Dios Mio!! é apenas um blog como qualquer outro, assim, vez ou outra escrevo um post narcisista e/ou maníaco-depressivo. Não se assustem, sou apenas um intrépido argonauta de minha própria alma.
3- Não, não há fotos minhas por aqui. Aliás, sequer existem fotos minhas em qualquer parte do globo terrestre. Sou como um vampiro: sem reflexo, sem imagem em fotografias e fã de suco-de-tomate.


-TAMBÉM TÔ LÁ Ó-


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24/01/2004

-Domingo, Outubro 31, 2004-


J. Uma Autobiografia Semi-Autorizada
Parte II

Jayme teve uma idéia, como quem leu a última parte desta autobiografia semi-autorizada deve se lembrar. Se não se lembra, digo novamente, não há problema: Jayme teve uma idéia.

Aliás, antes disso devo dizer que Jayme sempre tivera idéias e pensamentos mirabolantes. ''Se há uma banana chamada maçã, por que não há uma maçã chamada banana?', ou ''Se o guarda-roupa serve para que guardemos nossas roupas, e o porta-retratos, os nossos retratos, por que nunca há luvas no porta-luva ou chuva no guarda-chuva?'', eram alguns de seus pensamentos maravilhosos.

Agora sim, posso dizer. Jayme teve uma idéia: Por que não tornar-me um filósofo? - pensou ele. Claro, era brilhante. Até porque a maioria dos filósofos nunca sabe do que está falando, ou está sempre sob efeito de cogumelos, ou coisa parecida. Logo, ninguém contestaria suas teses. E, se contestassem, Jayme diria: ''Estou apenas exercendo meu direito de ser, algum problema?'' e se contestassem novamente, ele diria: ''Estou apenas exercendo meu direito de exercer, algum problema?'', e, se contestassem mais uma vez, Jayme os processaria por tentativa de homicídio, já que exercer o direito de exercer faz parte da vida...

Não é preciso dizer que Jayme ficou mundialmente famoso com suas teses e livros publicados. Entre eles os best-sellers: ''Mil pensamentos mais freqüentes de uma lontra'' e ''Afinal, Visconde de Sabugosa é uma espiga, ou um visconde?''. Isso sem contar com seus romances: ''O homem que matou seu reflexo e cometeu suicídio'' e ''Poemas que roubei, ou não, de Camões''. É, não preciso dizer que ele ficou mundialmente famoso. Mas digo mesmo assim, porque sou eu quem decide o que vou e o que não vou dizer. Jayme ficou mundialmente famoso. Taí, disse...

Agora digo mais uma coisa. Digo que esta curta his(es)toria está chegando ao seu fim. Sim, sim, sim. E não adianta reclamar... o fato de que esta narrativa acabará em breve é comprovado empiricamente, logo, não há espaço para questionamentos. Continuando... Hoje em dia Jayme viveria feliz, em sua casa no pico do Aconcagua, acima de qualquer mortal que pudesse importuná-lo, e acima de qualquer inseto, Jayme detestava os insetos... vai ver eram as antenas... antenas também me deixam de cabelo em pé... Bem, eu escrevi ''viveria'' porque, (in)felizmente, Jayme faleceu.

A tragédia ocorreu quando Jayme, um mestre em filosofia material, decidiu questionar e argumentar com uma chave de cadeado. ''Seu objetivo primordial é abrir, ou trancar portas? E essas portas, seriam entradas, ou saídas?'' - ele perguntava. É, coisa de filosofo. Porém, como todos sabemos, as chaves de cadeado são universalmente famosas por sua astúcia. Uma delas chegou até a governar a Ursa Maior durante algumas centenas de anos, mas isto não vem ao caso. O que vem ao caso é que as chaves são astutas. E aquela chave, como não poderia deixar de ser, também era. E, sabe-se lá como, após muito discutir e argumentar, Jayme acabou caindo em sua armadilha e foi convencido pela chave de que se matar usando um grampo, um pedaço de barbante e um chiclete, é o caminho mais rápido para se chegar ao paraíso. Assim, hipnotizado pela malévola chave de cadeado, Jayme encerrou sua vida usando apenas um grampo, um pedaço de barbante e um bolin-bola.

Alguns diziam que sua morte seria sentida por todo o globo terrestre, criando um dia mundial de luto. Porém, esqueceram-se de Pedro Paulo Constantino Ferreira Diniz da Silva (ele adotou o sobrenome porque gostou do tio Eustácio...), ou, para os mais íntimos, apenas ''Pedrinho'', um jovem bispo que tomara o lugar do papa duas semanas após a morte de Jayme. Pedro Paulo Constantino Ferreira Diniz da Silva conseguiu, não só um lugar no papado mas, também, ingressos para o show do Roberto Carlos, fazendo com que toda a mídia se voltasse para o encontro ''Papa & Rei Roberto''. Jogando, assim, o nome de Jayme no esquecimento...

Fim




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-Sexta-feira, Outubro 29, 2004-


J. Uma Autobiografia Semi-Autorizada

Há muito tempo atrás, no não-tão-longe reino do Vale do Paraíba, três enfermeiros magos acompanharam a divina chamada do hospital para presenciar um milagre. Um novo messias acabava de nascer. E a ele deram o nome de Pedro Paulo Constantino Ferreira Diniz, o sobrenome ''da Silva'' fora excluído porque ninguém gostava do tio Eustácio...

Mas, bem, o caso é: na sala ao lado nascia alguém não-tão-importante, mas, mesmo assim, um cara legal, segundo alguns familiares e conhecidos. E Jayme, seria seu nome. Isso é, logo depois que descobriram que não podiam chamá-lo de Ana Paula, já que ele tinha um ou outro órgão a mais...

Pois bem, Jayme cresceu como qualquer criança normal, só que havia um porém, Jayme achava que tinha superpoderes, e quando percebeu que sua força sobre-humana não estava lá, nem podia voar, nem derreter os brinquedos de seus irmãos com sua visão de calor (o máximo que podia fazer era destruí-los com uma tesoura ou um martelo), descobriu que se tornara um superaleijado, afinal, possuía superpoderes, mas não conseguia usá-los. E esta, foi sua primeira lição. Tomando, como filosofia de vida, o ditado: Malandro é gato, que já nasce de bigode.

O tempo passou e Jayme começou a (estudar) freqüentar a escola. E foi aí que ele se destacou de todas as outras crianças. Isso mesmo. Até porque as outras crianças possuíam um nível mínimo de coordenação motora, diferentes de Jayme, que sequer agarrar algo com uma das mãos conseguia. Jayme também se destacava por ser um verdadeiro gênio adormecido. Isto é, se retirarmos a parte do ''gênio''. Dormia no recreio, no balanço, no cabeleireiro, no carro, montando a cavalo e, acreditem, até chupando laranja, ele dormia.

Mas, continuando com nossa pífia narração, o tempo continuou a passar, isso porque, como sabemos, o tempo não pára, a não ser para os meninos perdidos, que moram na terra do nunca, onde piratas, índios e sereias convivem com eles. E digo mais, digo que para se chegar nessa terra é necessário rumar até segunda estrela à direita, direto até o amanhecer. Claro, sem nos esquecermos dos pensamentos bons e de pó de pirlimpimpim. Bom, hã... continuando, o tempo passou e Jayme continuou a crescer... cresceu tanto que teve de pedir emprestado um par de calças de um gigante que morava a cinco quadras de sua casa. Cresceu até que pêlos começaram a crescer em lugares inusitados (uma vez cresceram atrás da geladeira de sua avó), e foi aí que Jayme teve uma idéia....

continua...
ou não...




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-Terça-feira, Outubro 26, 2004-


Afinal, Qualé a do Shyamalan?

Inspirado por Débbby (com trocentos ''b'', é verdade). Resolvi escrever algo sobre este simpático indiano narigudo que, além de indiano narigudo, nas horas vagas escreve/atua/dirige seus próprios filmes.

Bem, comecemos pelo mais fácil, comecemos pelo início. A questão principal, quando falamos de M. Night Shyamalan, é: Por que diabos amar/odiar Shyamalan? Bem, a resposta é simples, mas eu gosto de complicar as coisas, então pretendo escrever bastante, só para que ninguém leia meu post e comente depois, fingindo que leu.

Shyamalan, na maioria das vezes, é execrado pelo público por alguns motivos básicos, como, por exemplo:

1- Seus filmes parecem ser o que não são.

Isso mesmo, parecem ser o que não são. Corpo Fechado, Sinais, A Vila e, por que não, O Sexto Sentido, não são o que parecem ser. Em ''O Sexto Sentido'', isso não é tão óbvio, já que é realmente uma história de fantasmas, mas, mesmo assim, podemos ver que existem duas estórias, dentro do contexto original. A estória de um psicólogo que não entende por que seu casamento está se despedaçando e a estória de um menino, execrado pelos colegas de escola.

Em ''Corpo Fechado'', muitas pessoas esperavam uma ''continuação'' de O Sexto Sentido, sendo que, de ''continuação'', não tem nem o cheiro. Corpo Fechado é uma trama sobre alguém, um cara normal, que descobre ter ''superpoderes'', enfim, é uma ode magnífica às HQs. Muito melhor do que qualquer Demolidor da vida...

Em Sinais, o mesmo acontece. Tudo conspira para que o público creia que é, de fato, um filme sobre alienígenas, tiros, naves e sangue verde escorrendo de corpos cabeçudos. Conspira, mas não é. O próprio título, Sinais, vem em duplo sentido. Além de se referir aos sinais nas plantações, é correto interpretar que ''Sinais'' é baseado nos sinais de Deus, uma vez que o filme retrata um ex-pastor que teve sua fé abalada, e só recupera a mesma, após perceber e admitir (admite numa cena sensacional em que diz ''Eu te odeio! Eu te odeio!'', ao cara lá de cima) que Deus existe.


2 - Shyamalan faz o público pensar

Sei que é perturbador pensar nisso. Sei que pode parecer preciosismo de minha parte. Sei que pode parecer egocêntrico. Mas, se pararmos para analisar, é verdade. Outro dia me disseram: ''Ah, não gostei de A Vila... não me deu medo algum!!''. E para isso respondi que, A Vila é, na verdade, um romance, e não um filme de terror. E eis que soltaram a pérola: ''Ah, é por isso... odeio ter que pensar enquanto vejo um filme''.

É assim que as coisas funcionam. Maioria das pessoas que adentram a uma sala de cinema, não estão preocupadas em pensar um pouco, ou imaginar ''Puta merda, o que é esse bicho/e.t. que ele nunca mostra de verdade???''. Não, eles querem tudo dado de bandeja, tudo mastigado e ruminado para melhor apreciação. E é exatamente isso que Shyamalan não faz. Não entrega sua trama de bandeja ao espectador. Ele tem pleno controle dos personagens e do rumo que tomam, e sabe que o medo de que não se vê, é muito maior do que o medo do que está lá. Assim como Hitchcock fazia, e como Spielberg imortalizou-se em Tubarão.


3- Estratégia de marketing furada

Em quase todos os filmes pós O Sexto Sentido, a estratégia de marketing era a mesma. O trailer começa e já vemos as letras garrafais formarem a frase nefasta: Do Mesmo Diretor de ''O Sexto Sentido''. O que, fazendo uma associação bizarra, porém comum, nos leva a crer que o filme será da mesma estirpe, ou pelo menos com o mesmo tema de O Sexto Sentido.

E, claro, isso prejudica a imagem de seus filmes. Claro, todos eles tem um certo suspense, isso é inegável. Mas nenhum deles é como O Sexto Sentido. São filmes diferentes, com tramas diferentes, atores diferentes (em alguns casos), fotografias diferentes, trilhas diferentes e, quiçá, conceitos diferentes.

Não adianta fazer de tudo para que vejam o filme se o espectador, ao ver a película, se sentir enganado. A propaganda ''boca-a-boca'' é tão importante quanto a propaganda televisiva. Logo, é um erro gigantesco comparar sucessos anteriores.


Em suma, Shyamalan é um contador de histórias nato. Sabe, como poucos, dominar o enredo e controlar o pensamento do espectador. Sabe usar efeitos visuais, controlando o que você vê e o que acha que viu, sem apelar para arte de computador, que anda em alta, hoje em dia. E, é possível dizer que, pode-se até não gostar de seus filmes, num contexto geral, mas seu talento, isso sim, é inegável (e, quem sabe, incomparável).



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-Sábado, Outubro 23, 2004-


Top5
Vilões Estilosos



Mr. Glass, de Corpo Fechado (Unbreakable)



Dr. Evil, dos filmes Austin Powers



Rainbow Rudolph, de Morra, Smoochy, Morra (Death to Smoochy)



Feyd-Rautha, de Duna (Dune)



Jareth, o rei dos duendes de Labirinto (Labyrinth)




Nota: Poxa... não falava de cinema há um tempão... ai que saudade...



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Eu, de novo

Para todo certo, há um errado, me disseram certo dia. Suponho que o inverso também esteja correto, ou seja, para tudo o que há de errado, há uma correção. É como uma balança cósmica. Todas as fases ruins, todos os tropeços do destino, todas as lágrimas derramadas, todos os palavrões proferidos, tudo isso, tem um contrabalanceamento. Uma compensação.

Claro, pessimista que sou, nunca acreditei nisso. Sempre achei que minha ''fase ruim'' será estendida por toda minha vida, e que nada que eu fizesse mudaria isso.

Claro, estúpido que sou, me enganei. Com todos os dogmas que criei, com todos meus receios, com todo meu medo. Todos enganos.

E, agora que vejo meu engano, percebo que minha ''fase ruim'' parece estar indo embora, como a neblina é espantada pelo sol. Essa fase também está se dissipando. E, com ela, tudo o que supus ser verdade. Todos os dogmas, todos os receios, todos (ou quase todos) os meus medos. Todos os enganos.



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-Quinta-feira, Outubro 21, 2004-


Dios Mio News
Fidel encontra-se com Sérgio Mallandro

Uma nota oficial do Governo cubano anunciou hoje que o chefe de Governo local Fidel Castro afirmou ser o fã número 1 (um) de Sergio Mallandro e suas sensacionais traquinagens. Fidel também confirmou os boatos que circulam por Cuba há 10 anos de que adoraria participar do bloco ''A Porta dos Desesperados''.

Assim, os lacaios do amável déspota organizaram prontamente um encontro entre Serginho e Fidel, onde o primeiro iria comandar, mais uma vez, o bloco antes citado. Confiram as fotos do encontro:


Joselito Sérgio Mallandro e toda sua simpatia


Fidel deitou e rolou durante as brincadeiras


Eu disse pra ele que era a porta 3...

Segundo a nota, para a infelicidade geral da nação, Fidel escolheu a porta errada e se assustou com o homem-vestido-de-macaco que saiu da porta, correndo até seu quarto e pulando debaixo da cama para se esconder do monstro sanguinolento. Logo depois de se recuperar do choque, o ditador deu declarações bombásticas a respeito de Mallandro: ''Es un cabrón'', disse ele.

Agora Mallandro deve ser executado e torturado (não necessariamente nesta ordem) no memorial Guevara, em Havana, Cuba. A entrada é franca para idosos e estudantes, pessoas que usarem boné de lado não pagarão a pipoca.

E é só.


Nota: Não entendeu bulhufas? Clique aqui



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-Terça-feira, Outubro 19, 2004-


Stardust
(Neil Gaiman & Charles Vess)

A chuva começou a cair mais uma vez, mas eles nem fizeram questão de procurar um abrigo. Ele apertou a mão dela na dele. - Sabe - ela disse - uma estrela e um mortal...

- Só meio mortal, na verdade - disse Tristran tentando ajudar - Tudo que sempre achei sobre mim mesmo, quem eu era, o que eu sou, era mentira. Mais ou menos. Você não sabe a sensação de liberdade que isso me dá...

- Seja o que você for - disse a estrela -, eu só queria ressaltar que nós provavelmente nunca poderemos ter filhos. Só isso.

Então tristran olhou para a estrela, começou a sorrir e não disse nada. As mãos dele seguravam os antebraços de Yvaine. Ele estava parado em sua frente, olhando-a. - Só para você saber - disse ela se inclinando para a frente.

Foi então que eles se beijaram pela primeira vez, sob a chuva fria de primavera, e nenhum dos dois notou que estava chovendo. O coração de Tristran batia forte, como se seu peito não fosse grande o bastante para conter toda a alegria que sentia, e ele abriu os olhos enquanto beijava a estrela. Os olhos azul-da-cor-do-céu dela contemplavam os dele, e Tristran não percebeu neles nenhuma intenção de ir embora...



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-Segunda-feira, Outubro 18, 2004-


Fiz boa viagem, obrigado por perguntar. Claro, fiquei sentado ao lado de um velho que, enquanto eu cuidava de minha vida pacata, resolveu me pegar para cristo:

- jasdlkfjakljdsfkljalçkdsfjkasjf - disse ele enquanto eu ainda estava com os fones

- Hã? - tirando os fones

- Isso aí vai estragar seu ouvido... acabar com sua audição

- Ahm... tá, eu sou masoquista...

- Daqueles que só se vestem de preto? - pergunta o mentecapto

- É...

- Mas você tá de verde!

- É meu dia de folga...

Bom, aí você pensa que depois de minhas cortadas que revelam total ausência de educação o velho mala iria sentar-se quetinho e resmungar um pouco. Mas não, ele se vira pra mim e repete:

- akljdsfklajskfljasdlfjaslçd?

- Hã?

- Sabe qual desses é ônibus da 1h?

- Xii, não sei... o meu é da 00:30....

- Essa juventude de hoje, não sabe de nada.. éporissoqueopaísestáassimeogovernolula fazquestãoderetiraroinsentivoaosjovense... blablablabla...

- Pois é... Olha lá o ônibus da 1h...

- Eu já tinha percebido!

Tudo eu, tudo eu... aiai...

Nota: Sei que ninguém perguntou se fiz boa viagem, a primeira frase foi contruida sobre um sólido pilar de sarcasmo.

Nota2: Eu realmente, realmente, preciso arrumar minha bicicleta... sedentarismo fede... não aguento mais, urgh

Nota3: O Jacaré do Cebolinha se chama ''Onofle''... hi-hi-hi-hi-hi

Nota4: Sei que ninguém perguntou, mas sabiam que eu gosto de escrever notas?

Nota5: Isso aqui é legal, ó:


JJuicy
AAwkward
YYummy
MMischievous
EEccentric

Name / Username:


Name Acronym Generator
From Go-Quiz.com


Nota6: Copiei dela, ó.

Nota7: Viu só? Se você for bonzinho você também pode ter seu blog citado aqui, neste antro de babaquices...

Nota8: Aliás, também escrevo aqui ó. Que já deixou de ser um blog somente sobre música há algum tempo.

Nota9: Já mencionei que gosto de escrever notas?

Nota10: Se encontrarem algum erro gramatical ou qualquer erro, em geral, no texto, favor tapar os olhos e fingir que nada aconteceu. Não tive tempo, nem saco, de corrigir o que escrevi... =]



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-Sexta-feira, Outubro 15, 2004-


Uma e meia da manhã, foi exatamente o horário em que entrei no ônibus. 2 horas e eu ainda não havia dormido. ''Oh, for the sake of momentum, I've allowed my fears to get larger than life...'' , Aimee Mann gritava em meus ouvidos, um pouco antes de Syd Barret começar sua música. E então a imagem começa a ficar embaçada, minha visão escurece, tudo indica que um flashback está por vir.

E ele vem. Lembro de muitas coisas quando vou visitar minha mãe. Talvez seja por isso que raramente venho. Lembro do quanto lutei para que nada disso acontecesse, lembro de quanta dor um pedaço de papel pode causar, lembro até de que achava que minha família iria ser unida para sempre.

Engraçado é que por muito tempo achei que falharam comigo. Todos meus defeitos eram frutos dessas falhas. Mas hoje sei que falhamos uns com os outros, todos nós. Escondendo o que realmente sentíamos, fingindo ignorância enquanto transbordávamos sabedoria, sofrendo por curvas erradas que tomamos há muito, muito tempo atrás.

Costumava a crer que se nada disso tivesse acontecido, talvez eu fosse uma pessoa ajustada hoje em dia. Sei que não, mas costumava a crer. Agora, não. Percebo que meu ajuste, se é que eu sou ajustado, deve ser creditado a tudo isso. Pois foi com isso que deixei o ideal e fugi para o real. Claro, a transição não é fácil. Arrisco dizer que ainda estou em transição, e nem sei se um dia chegarei ao real... Acho que vou me acabar bem antes disso. Mas, mesmo com as dificuldades da transição, encontrei certa paz e felicidade. Me sinto mais seguro e forte para suportar crises, insanidade, depressão, a realidade...

Não sei direito qual meu intuito com este post, só sei que me sinto bem. E desta vez é de verdade, não é apenas o desejo de sentir-me bem, sempre a me ludibriar, não. Realmente me sinto bem. Mesmo não sabendo o que vai acontecer comigo nos meses que vêm após Janeiro, me sinto bem. Mesmo não sabendo quando diabos vou botar os pés na famigerada realidade. Mesmo escutando Aimee Mann num ônibus que atrasou cerca de uma hora. Mesmo tendo flashbacks. Me sinto confortável com tudo isso. Me sinto bem.



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-Quinta-feira, Outubro 14, 2004-


Musashi



''A coragem de um homem difere da coragem de um animal selvagem, a coragem do bravo nada tem a ver com a temeridade do rufião.''



Nota:
Vou viajar. Isso explica o post sem-noção de hoje. Já volto.. =D



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-Quarta-feira, Outubro 13, 2004-


Falta do que fazer? Tákí o meu Quiz!!





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-Terça-feira, Outubro 12, 2004-


Como ser um mal-humorado

Aula 1 - Dias da Semana

Segunda-Feira: Dia perfeito para reclamar, afinal, você tem de acordar cedo logo após o fim de semana, uma merda. Segundas devem ser passadas com várias reclamações: reclame do calor que está fazendo, do frio que começou a atingir seus ossos 5 minutos após reclamar do calor, reclame do tempo, das pessoas, da natureza, do final de semana horrível que você teve e da segunda-feira que está sendo ainda pior. Enfim, reclame de tudo. Assim, você deve ter passado o dia todo reclamando, sem fazer trabalho algum...

Terça-feira: Um dia ruim. A semana está só começando e você tem um monte de trabalho atrasado para botar em dia. Aproveita para reclamar disso também, afinal, por quê diabos tá tudo atrasado?? Bote a culpa no estagiário, no funcionário novo ou na gordinha que vive indo ao banheiro.

Quarta-feira: Parabéns, você conseguiu passar metade da semana reclamando, sem trabalhar. Por isso deve estar abarrotado de trabalho. Reclame mais um pouco e comece a dizer em alto e bom som, para quem quiser ouvir (infelizmente não serão muitos...), como tudo o que você faz dá errado. Aproveite para expor ao mundo seus conhecimentos sobre a teoria da conspiração: ''Elvis não morreu'', ''O homem jamais pisou na lua!'', ''O holocausto foi apenas uma ferramenta usada pelo governo estadunidense para nos controlar'', ''Hitler sequer existiu'', e outras variáveis serão aceitas....

Quinta-feira: Bom, agora é dia de trabalhar... acorde, não tome banho, não se penteie, não escove os dentes, não faça a barba (se você for homem... agora, se você for mulher e precisa fazer a barba, pelamordedeus, FAÇA!!!) e vá ao serviço. Chegando lá resmungue uma ou duas frases, para que possam sentir seu bafo, e comece a trabalhar...

Sexta-feira: Você passou o dia anterior inteiro trabalhando. Perceba que isso lhe dá um suporte incrível para novas reclamações: suas costas doem, seus dedos estão inchados de tanto digitar, seus olhos ardem, sua tendinite voltou a atacar...

Sábado: É dia de sair. Mas, como você quer ser mal-humorado, você não vai sair. Se sair, será apenas, e somente apenas, para estragar a noite dos outros, por isso, aceite um convite para ''tomar um chopinho'' e encontre-se com seus amigos. Chegando lá, diga que você não bebe e liste todas as doenças que o excesso de bebidas pode causar... sem contar que se você dirigir embriagado você pode morrer...

Domingo: Esse sim é o REI dos dias ruins. No domingo você não trabalha, mas é um dia contaminado pelo trabalho. O simples fato de saber que na segunda você tem de trabalhar faz com que o domingo seja infernal, afinal, como você pode se divertir sabendo que logo, logo tudo começa de novo? Não dá... simplesmente NÃO DÁ!



Nota: Post mais light hoje... sei que ninguém agüentava mais... presentão, hein?

Nota2: Se você gosta de meus posts sérios, aviso que também estou escrevendo aqui ó. Mais um blog... a diferença é que desta vez o blog é bom, não que isso tenha feito com que a qualidade de meus posts tenha melhorado...



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Escute, preciso que me escute.

Bem, fiz tudo errado. Nunca te ouvi. Jamais ouvi o que me disse. Mas acho que vi o problema, e dizem que ver o problema é parte da solução.

Pena não dizerem que parte é: 50% ou 2%, não sei. Mas acho que o tempo que passei no hospital me fez bem.

Bem... Não é verdade que não quero mais problemas. Não quero problemas com contas, fornecedores. Mas quero os seus, os de minha filha, os de meus pais. Juro.

São minha família, eu quero ajudá-los, entende? Quero viver uma vida com você, cheia de problemas. Os seus... e os meus, porque isso sim são problemas. Isso, sim. Quem não tem esses problemas... bem, esse é o maior problema que podem ter. Embora eu não seja Bill Gates, Einstein ou Dick Watson. Quero passar minha vida com você. Por mais problemas que tenha.... Digo, que tenhamos. Que tenhamos...



Nota: O post aqui escrito, outrora apagado pelo blogger, foi parar ali. Foi reescrito e acho que não ficou tão ruim quanto o outro... mas, nunca se sabe, né? =)



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-Segunda-feira, Outubro 11, 2004-


hey, blogger... onde está o post que estava aqui? Bah...



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-Domingo, Outubro 10, 2004-


Dios Mio!! Apresenta:
Coisas que vocês sabiam (ou não) sobre mim

- Sempre que compro um cd, ouço primeiro a faixa 10, depois passo para a 6, depois a 1 e, aí sim, escuto normalmente...

- Não tenho olho de vidro, a velha história de que perdi meu olho numa briga contra um orangotango bêbado é pura intriga da oposição.

- Estralo o pescoço, mas pra falar a verdade, só gosto do barulho que o ato produz. ''CRACK"

- De vez em quando (leia toda semana) assisto Hey Arnold. Putz, que desenho porreta.

- Não gosto de Cavaleiros do Zodiaco. Até gostava. Mas hoje em dia não gosto mais. Blasfêmia, eu sei...

- Adoro Bush (a banda). Porque quando pequeno achava que era Nirvana tocando.

- Gosto de Nirvana.

- Gosto de Supertramp

- Odeio Skank

- Meto o pau, mas até gosto de alguns filmes de Chris Collumbus

- Adoro ''Te Pego Lá Fora'' e outras comédias toscas dos anos 80.

- Meu nome verdadeiro é Jancarlos Roberto Silas Menezes Torentini, e sou um anão de circo casado com a mulher barbada e tenho 3 filhos. Huguinho, Zézinho e Luizinho. Curiosamente meu irmão chama-se Donald e se parece com um pato.



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-Quinta-feira, Outubro 07, 2004-


Sem Título

Ela era extremamente inteligente. Beirava a genialidade, alguns diziam. Mas isso não é uma coisa boa. Como todas as pessoas inteligentes, tão inteligentes que chegam a beirar a tênue linha da genialidade, ela tinha pesadelos. Muitos pesadelos.

A maioria dos pesadelos era igual. Chegavam durante suas noites de sono, tão rápido que ela raramente se recordava. Quando se recordava, podia lembrar de que perdia a voz, não conseguia falar, cantar, ou gritar, e assim ninguém conseguia entendê-la.

Mas esses não eram os sonhos ruins, de jeito nenhum. Os sonhos ruins vinham quando ela ainda estava acordada, quando tinha de mostrar a todos o quão feliz estava e quão bela sua vida era. Com seu marido, seus dois filhos e um cachorro. Quem não teria uma vida feliz assim? Ela, com certeza, tinha de ter. Seria loucura jogar tudo isso fora para ser plenamente independente e livre. Esses eram os sonhos ruins. Quando ela se dava conta de que a vida de nada vale, de que deste mundo nada tiramos, de que nem seu marido, nem seus filhos, nem mesmo seu cachorro, tinham mais importância do que um grão de areia.

Estes, eram os sonhos ruins.

E ela tentava afastá-los, sorrindo, brincando, limpando, trabalhando, mas nunca obtinha êxito. Não por completo. Como se dentro dela morasse mais alguém, alguém que também beirava a genialidade, mas que contestava tudo o que havia construído. E com muito esforço ela tentava esconder essa pessoa de todos que conhecia, mudando de assunto à mesa, reprimindo seus pensamentos, vendo t.v. tarde da noite, fingindo que dormia enquanto seu marido roncava como um suíno ao seu lado.

E, numa dessas noites, enquanto seu marido ainda dormia, suas crianças ainda sonhavam e seu cachorro ainda se coçava e se revirava de lado, ao invés de despertar de seu pesadelo, ela despertou no pesadelo. A pessoa que há muito estava sendo empurrada para dentro de si mesma, tinha despertado junto. E foi aí que decidiu... que seria apenas mais um número que preenchia o altíssimo índice de (suicídios) pessoas inteligentes, que beiram a genialidade, da cidade, publicado anualmente pelo jornal local.

E, ao agarrar a corda que guardavam no porão, tornou-se um número...



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Pedro

Pedro ia do céu ao inferno em uma só noite
Pedro ia do céu
até o inferno
em uma noite
céu
inferno
uma noite

Pedro tinha a capacidade de ser incrivelmente passional
Pedro era passionalmente incrível
Incrível
Paixão
Pedro

Pedro sofria com que não podia entender
Pedro não entendia por que sofria
sem entender
sofria

Pedro é apenas um personagem criado por mim
Eu sou apenas um personagem, criador de Pedro
Pedro me parece o nome de um personagem de uma fábula
Eu
Pedro
fabuloso




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-Terça-feira, Outubro 05, 2004-



Ma é burro mermo!




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-Domingo, Outubro 03, 2004-


Entre Risos e Sorrisos

Engraçado que, quando paro pra pensar, tudo isso é inimaginável. O último mês foi inimaginável. Deliciosamente inimaginável. O que mais me atrai nela é saber que é uma pessoa completamente independente, e tem sua própria vida, com seus próprios problemas, com suas próprias diversões, e não precisa de mim. Nem um pouco. Sou completamente desnecessário em sua vida. Arrisco-me até em dizer que sou um fardo a ser carregado. E é exatamente isso o que me atrai.

Ela realmente não precisa de mim, mas parece me querer por perto. Ela realmente não precisa rir do que digo, mas parece gostar de mim. Ela realmente não precisa ler e comentar tudo o que escrevo, não precisa mesmo, acreditem, mas mesmo assim, insiste em fazê-lo.

Propus que escrevêssemos algo sobre todo este mês angustiante que passamos ''juntos'', e ela topou. Pois é exatamente o que faço agora: uma breve descrição de quanto eu gosto dela e de suas gírias desnecessárias; das tranças; dos olhos; do nariz, principalmente; das tiradas ácidas; das desculpas esfarrapadas; da malicia inocente que expira e inspira; das ligações envergonhadas no meio da noite; dos juramentos que nunca são cumpridos; da distância que enaltece sua perfeição; de tudo isso.

Tudo o que adoro nela e sobre ela. Tudo isso que me faz dormir 4 ou 5 horas por dia. Tudo isso que fez de meu mês, um mês, ao mesmo tempo, angustiante, maravilhoso e surreal.

É, foi um bom mês...



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-Sexta-feira, Outubro 01, 2004-


- Te amarei enquanto teu amor me for conveniente - disse ela.

Assim começa mais uma história de amor hipermoderno. Numa tórrida mistura de Shakespeare com Kramer Vs. Kramer.



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